Uma testemunha considerada chave para o caso do jogador do São Paulo Daniel Corrêa falou às autoridades na última quarta-feira (31) e revelou detalhes do que viu e ouviu no dia da morte do futebolista. Segundo a testemunha, ele ainda foi coagido a mentir para a Polícia pelo suspeito que confessou o crime, o empresário Edison Brittes Júnior, o Juninho.

O suspeito reuniu-se com quatro homens que estavam no local no dia do crime para combinar o que seria dito à polícia.

Essa testemunha, porém, decidiu não compactuar com o crime, procurou as autoridades e fez a denúncia.

O jogador Daniel foi encontrado morto em um matagal da cidade de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Ele tinha marcas de violência no corpo, o pescoço estava cortado e suas partes íntimas também foram decepadas. Após investigações preliminares e após o depoimento da testemunha-chave, a Polícia Civil acabou chegando a Edison Brittes Júnior.

Com um mandado de prisão em mãos, ele foi conduzido à delegacia, onde confessou o crime e deu sua versão para os fatos. A filha dele, Alana Brittes, de 18, e a mulher, Cristina Brittes, também estão presas, passaram por audiência de custódia e não serão liberadas, até o cumprimento da prisão temporária.

Testemunha revela o que viu e ouviu na noite da morte de Daniel

Sem permitir sua identificação e também com o rosto coberto, a testemunha falou à imprensa.

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Polícia

Em seu relato, disse que ouviu um pedido de socorro da mulher de Edison, mas não dava para saber se era porque ela estava sendo abusada ou pedindo socorro por conta do espancamento de Daniel.

Ele viu que o jovem jogador estava de cueca e camiseta quando começou a ser espancado, ainda no quarto onde foi visto com Cris. A princípio, Edison atacou o rapaz, logo depois mais dois homens e por fim, um quarto.

Na sequência ele foi jogado para fora da garagem sob espancamento, gritaria e xingamentos. Ele também ouviu um deles dizer que: "Mexeu com mulher de bandido, vai morrer". Cris começou então a gritar para interceder pelo jovem e a testemunha decidiu acudi-lo. Neste momento, ele foi ameaçado pelo agressor. Ele ouviu que seria "o próximo", por conta de não ter ajudado na violência. A testemunha deixou o Paraná temendo retaliações.

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