A morte do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, continua sendo investigada pela Polícia, e algumas contradições estão dando o tom das afirmações apresentadas pela família Brittes até o momento.

O atleta, que pertencia ao São Paulo, mas estava emprestado ao São Bento, equipe de Sorocaba, no interior paulista, foi morto no último dia 27. O corpo foi encontrado em uma região de mata de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

O principal suspeito do crime é o empresário Edison Brittes Júnior, conhecido como Juninho Riqueza. O homem confessou ter matado o jogador e alega que ele tentou estuprar sua esposa, Cristiana Brittes. A mulher e a filha, Alanna Brittes, também estão presas.

Versões contraditórias

Em entrevista ao canal RPC, afiliada da Globo no Paraná, Edison Júnior afirmou que trocou sua esposa, colocando um pijama nela, e a colocou para dormir.

Daniel teria entrado no quarto. O jogador teria tentado estuprar a mulher, que gritou e foi socorrida pelo marido.

Segundo a polícia, porém, Cristiana não estava de pijama, mas sim com a mesma roupa que usou na festa realizada em uma casa noturna de Curitiba e que se estendeu para a residência da família, em São José dos Pinhais.

Outra contestação está na chegada ao quarto, após os gritos da esposa.

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Polícia

Edison afirmou que precisou arrombar a porta, que estava trancada. A filha, Allana, afirmou que abriu a porta do quarto e flagrou Daniel com a mãe.

O jogador foi espancado e morto. Uma faca foi usada no crime. Edison disse que essa faca sempre esteve no carro. Uma testemunha, porém, afirma que, em meio à confusão estabelecida na casa da família Brittes, alguém gritou que Edison Júnior tinha pegado uma faca.

O empresário também negou que tivesse outro tipo de arma em sua casa. O empresário tem dois Boletins de Ocorrências registrados neste ano que envolvem arma de fogo.

Em janeiro, a polícia foi chamada após briga do casal e disparos de arma de fogo dentro da residência. Em junho, o empresário foi parado por dirigir em alta velocidade e encontraram uma arma em seu veículo.

A filha de Edison Júnior, Allana, gravou vídeo dizendo que não conhecia Daniel muito bem, mas o jogador aparece em foto tirada na festa de 17 anos de Allana.

Além disso, o atleta seguia os três membros da família nas redes sociais.

A família de Daniel afirma que eles se conheciam desde 2017, quando o jogador passou pelo Coritiba. Todas essas contradições estão sendo averiguadas pela polícia.

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