Cristiana Brittes, esposa de Edison Britter, o Juninho Riqueza, autor confesso do crime que tirou a vida do jogador Daniel Corrêa, e sua filha, Allana, continuam detidas na Penitenciária Feminina de Piraquara, dividindo uma cela com outras duas mulheres que também estão presas preventivamente, aguardando o período de triagem.

Nesse estágio da detenção, que é uma espécie de período de adaptação que dura cerca de 30 dias, elas cumprem o regulamento obrigatório do local. As duas usam o mesmo uniforme da penitenciária, uma camisa branca e uma calça cinza, peças que, inclusive, são confeccionadas pelas presas na oficina de costura do presídio.

Elas recebem as mesmas três refeições diárias servidas no buffet que as demais detentas, mas não têm contato com outras presas, nem direito a visitas de familiares, tampouco saídas da cela para banho de sol. Segundo reportagem publicada pelo UOL, o contato com os funcionários do local também é normal.

As duas foram indiciadas por fraude processual e coação de testemunhas no processo que investiga a morte de Daniel, ocorrida no dia 27 de outubro. Cristiana também será denunciada por homicídio pelo Ministério Público.

'Estão abaladas'

Segundo a reportagem publicada no site do UOL nesta segunda-feira (26), o único contato que Cristiana e Allana Brittes têm com pessoas de fora da unidade carcerária é com o advogado que assumiu a defesa da família, Cláudio Dalledone. Segundo ele, as duas estão muito abaladas emocionalmente. ''O cárcere degrada e corrompe o ser humano.'', declarou o advogado, afirmando que elas não cometeram crime algum e estão sendo punidas com uma prisão preventiva de forma injusta.

Dalledone já entrou com um pedido da revogação da prisão de Cristiana, alegando que a outra filha do casal, de 11 anos, carece dos cuidados da mãe, mas o mesmo foi negado pela Justiça.

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Segundo ele, Cristiana pergunta desesperadamente pela menina, que tem ficado sob os cuidados de vizinhos e de uma irmã da suspeita.

Já em relação a Allana, que completou 18 anos no dia em que o crime ocorreu, o advogado afirmou que ela estaria em choque com toda a situação.

Daniel foi espancado, torturado, mutilado e morto depois de participar das comemorações do aniversário da jovem. Edison Brittes, conhecido como Juninho Riqueza, assumiu a autoria do crime, alegando que Daniel teria tentado abusar de sua esposa enquanto ela dormia. Entretanto, segundo o delegado responsável pelas investigações, a hipótese de abuso por parte do jogador já foi descartada.

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