A cada dia que as investigações evoluem, novos elementos têm surgido que colocam em xeque, inclusive, o passado de Edison Brittes e suas relações pessoais. Recentemente, as investigações apontaram que uma moto apreendida na casa do suspeito pertencia a um traficante. A moto em questão aparece em algumas fotos de Edison em redes sociais e que vieram à tona agora. Outro fato que surgiu é que Juninho Riqueza ligou para familiares de Daniel Corrêa, jogador do São Paulo emprestado ao São Bento, de um celular que já pertenceu a um homem assassinado em 2016.

Conforme investigação, o telefone móvel que foi usado por Edison para ligar para pessoas próximas do jogador e desejar-lhes os pêsames seria de um morto. O homem, dono do celular, foi assassinado na mesma cidade que Daniel, em São José dos Pinhais e o promotor do caso, responsável pela divulgação da informação, chegou a questionar à imprensa: 'Quem anda com um celular de um morto?', lançou a dúvida o promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná (MP-PR), João Milton Sales.

O delegado do caso, Amadeu Trevisan, já havia dito que tanto Edison, quanto Allana e Cristiana, seriam indiciados por homicídio qualificado e coação de testemunhas.

Com a apreensão da moto em nome de um traficante, a descoberta do celular em questão e as provas coletadas, a promotoria ainda pedirá novas investigações sobre receptação e porte ilegal de armas. O advogado de defesa disse que só fala sobre a morte de Daniel.

Novos suspeitos

A Polícia ouviu dois dos jovens que teriam participado do crime junto com Juninho. Igor King, de 19 anos, e David Willian da Silva, de 18 anos, já estão presos temporariamente e deram suas versões para o crime de Daniel.

Ambos revelaram que não desceram do carro, no momento em que o suspeito matou e abandonou o corpo e que choraram copiosamente dentro do veículo.

Adicionalmente, David ainda disse que Juninho não queria matar o jogador, apenas humilhá-lo e deixá-lo nu em uma avenida da cidade de São José dos Pinhais. Entretanto, quando o assassino confesso viu algo no celular (o jovem não soube precisar o que foi visto e se o celular era dele ou de Daniel), resolveu matá-lo.

No fatídico momento, Edison, Igor, David e também Eduardo (primo de Cristiana que também está preso), já estavam dentro do carro.

O corpo de Daniel foi encontrado em um matagal da Região Metropolitana de Curitiba com marcas de tortura.

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