A mãe de uma menina morta a tiros no Rio de Janeiro falou sobre a dor que está sentindo, pois sua filha tinha apenas 12 anos. "Ela ainda brincava de bonecas", disse a senhora aos prantos. A dona de casa falou que sua caçula era uma criança calma, adorava brincar e que agora a família tenta lidar com toda essa situação e um vai confortando o outro.

"Só sei que ela foi e não volta mais, não posso falar mais nada", disse a mãe.

Duas meninas, uma de 11 e outra de 12 anos, foram assassinadas em Casimiro de Abreu, no interior do Rio de Janeiro.

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Agora a Polícia está investigando para apurar se traficantes estariam envolvidos nos crimes.

A Polícia Civil já sabe que uma semana antes, o namorado de uma das meninas foi assassinado durante uma guerra de facções, em Rio das Ostras, que fica bem próximo e pode ser que os traficantes quiseram se vingar, matando as adolescentes.

A delegada responsável pelo caso, Juliana Rattes, da 121º DP, disse apenas que o caso vem sendo investigado em sigilo para que as investigações não sejam prejudicadas, por isso não pode dar maiores informações à imprensa, mas ela contou que já ouviu familiares e amigos das vítimas. Ainda segundo a delegada, uma das meninas disse à família que iria sair apenas para pegar uma blusa, mas que logo estaria de volta.

Corpos estavam em um matagal

Assim que as famílias das duas meninas notaram que elas estavam demorando demais para voltar, começaram a procurar na vizinhança, entrar em contato com conhecidos, mas, infelizmente, logo chegou a notícia.

Os corpos das vítimas foram encontrados em um matagal, e as mães tiveram a difícil missão de fazer o reconhecimento.

Para a polícia, é preciso encontrar uma forma de rastrear os últimos lugares em que as garotas estiveram, assim é possível se aproximar do criminoso.

Analisar as redes sociais delas também é importante, pois pode ser que haja uma pista que ajude a esclarecer o crime.

Os investigadores encontraram no local cápsulas de uma pistola calibre 380, e a polícia já descobriu também que o celular de uma delas desapareceu após o assassinato.

"São muitas as lembranças que tenho da minha princesa", disse a mãe de uma das vítimas, que agora terá que recomeçar a vida, sem a filha ao seu lado, contando com o apoio de vizinhos, amigos e familiares.

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