No Mundo todo, 137 mulheres são assassinadas diariamente por seus próprios companheiros ou por algum ente da sua família. Foi o que apontou os dados da UNODC, sigla em inglês de Escritórios das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes. Os mesmos dados apontam que o lugar mais provável para uma Mulher morrer é dentro de seu próprio lar.

O Brasil registra uma morte violenta de mulher a cada duas horas. Em 2016 foram registrados no país 4.606 casos desse tipo de violência. Em pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão sobre violência e assassinatos de mulheres, para 70% da população essas vítimas sofrem mais violência dentro de sua casa que fora dela.

Em estudos deste ano do Ministério Público de São Paulo, com levantamentos em 121 Comarcas do estado, a amostragem apontou que 66% dos casos de feminicídio ocorreram com essas mesmas características.

Os levantamentos feitos por essa pesquisa apontam que o problema é de conhecimento da maior parte dos brasileiros. Entre as pessoas entrevistadas, de ambos os sexos e abrangendo todas as classes sociais, mostram que 54% já tiveram conhecimento de pelo menos uma mulher que sofreu com agressões de seu cônjuge.

Outros 56% conhecem um homem agressor de sua parceira.

Brasil lidera casos de feminicídio em um único dia

Buscando entender a realidade desses números, no dia primeiro de outubro de 2018, a BBC 100 Women (uma série de reportagem que dá foco ao papel da mulher no século 21) e a BBC Monitoring (divisão que acompanha e analisa notícias da mídia do mundo inteiro) contabilizaram, juntas, os feminicídios informados no planeta inteiro, e noticiadas através de canais de televisão, rádios, sites, jornais e rede sociais.

Nessa pesquisa, foram registrados, em âmbito midiático, 47 assassinatos de mulheres em um único dia em 21 países. O Brasil ficou em primeiro lugar nesse triste ranking, sendo 8 assassinatos contabilizados nesse dia. Em segundo lugar veio o México, e a terceira colocação ficou dividida entre a Colômbia, Índia, Paquistão, Reino Unido e Indonésia.

Em todo o mês de outubro a BBC News identificou 24 casos de mulheres que foram assassinadas dentro de casa, através de pesquisas em portais de notícias.

No início de novembro, mais 4 casos. Mas os números podem ser mais expressivos, porque nem todos os casos chegam à mídia.

Segundo a emissora, a partir dessa pesquisa, levantou-se que nesses 28 casos, as mulheres foram assassinadas dentro de seu lar, por companheiros ou ex-companheiros que confessaram o crime e foram presos, enquanto outros cometeram suicídios e, por fim, alguns fugiram e são apontados como suspeitos.

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