Um belo gesto pela vida foi adotado pelo goleiro Elisson, que perdeu o filho de uma forma trágica, após um acidente doméstico. O menino Lucca Guilherme morreu após um armário cair sobre sua cabeça na residência onde morava, em Betim, na Grande Belo Horizonte. O acidente acabou causando um grave traumatismo craniano no menino que chegou a ser dado como morto e respondeu, posteriormente, a alguns estímulos.

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Entretanto, dois dias depois, da possível recuperação, a morte cerebral da criança de apenas 6 anos e que sonhava em seguir a carreira do pai, e Elisson e a mãe tiveram uma postura de muita generosidade pela vida. Os pais decidiram doar os órgãos de seu filho e deram a chance de vida a uma outra criança, de apenas 11 meses. O acidente se deu no último dia 10 de novembro.

Segundo o site de notícias G1, um bebê de 11 meses que já estava internado há 50 dias a espera de um transplante de coração, recebeu o órgão de Lucca na última sexta-feira (16) no HCM, Hospital da Criança e Maternidade, que fica no interior de São Paulo, São José do Rio Preto. A assessoria do hospital confirmou a informação e ainda disse ter se tratado do transplante deste órgão em paciente mais novo da história do HCM.

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Criança que recebeu o coração de Lucca nasceu com o coração dilatado

Segundo informações do HCM, o bebê, que nasceu em outro município do interior do estado, Jales, tinha uma doença nos músculos do coração que o deixava dilatado, tornando-o parcialmente deficiente em sua função primordial, que é bombear sangue para o resto do corpo.

Segundo os especialistas do hospital, foi preciso montar uma logística completamente inequívoca, para que o órgão chegasse em tempo hábil, para que houvesse sucesso no transplante.

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Desde a retirada do órgão, até a cirurgia, era necessário um 'gap' máximo de 4 horas, por isto, foi necessária a mobilização de várias equipes trabalhando de forma sincronizada.

Foram necessários aviões e helicópteros. Além disto, o cirurgião pediátrico que faria a cirurgia, precisou ser trazido de Londrina (PR). Um jato, disponibilizado pela Funfarme, instituição mantenedora do Hospital da Criança e Maternidade, levou o médico até Belo Horizonte, de onde pegou um helicóptero até Betim para retirar o coração.

O cirurgião pegou o órgão, levou até Belo Horizonte no mesmo helicóptero e voou até o HCM, no interior de São Paulo, para fazer o transplante.

O menino está na UTI em leito separado e as primeiras 72 horas após o transplante são decisivas para um parecer sobre o sucesso da cirurgia.

Relembre o caso: Goleiro Elisson comunica o falecimento de seu filho após acidente doméstico

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