O jogador Daniel Freitas morreu por conta da facada que levou no pescoço, é o que aponta o laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal e pela Polícia Científica do Paraná. O laudo, no entanto, não é capaz de precisar se a vítima estava viva no momento em que teve o órgão genial mutilado. O corpo do atleta foi encontrado na manhã de 27 de outubro, em um matagal, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

“A degola parcial foi o motivo da morte”, afirmou Paulo Pastre, diretor do IML, que explicou ainda que não é possível saber se a vítima ainda tinha sinais vitais no momento que foi mutilada.

Além disso, de acordo com os peritos, o instrumento usado para matar Daniel era “extremamente afiado”, pois a lesão não possuía irregularidades.

Outras conclusões reveladas pelo laudo dão conta de que mais de uma pessoa carregou Daniel do carro até o local onde foi morto. Lesões dorsais, torácicas e na coxa mostram que mais de uma pessoa o carregaram em um trajeto de aproximadamente 20 metros entre o veículo em que estava e o local em que o corpo foi deixado. Pelo menos duas pessoas o transportaram.

Sinais encontrados no chão próximo onde estava o corpo também indicaram a presença de mais de uma pessoa. Essas evidências contradizem o depoimento dado por Edison Brittes, principal acusado pelo crime, que afirmou que fez tudo sozinho.

A perícia também encontrou vestígios de sangue no carro de Edison Birttes e no quarto de Cristiana, sua esposa. De acordo com o laudo, há sinais de que em ambos os locais houve uma tentativa de limpeza.

Ainda sobre o quarto de Cristiana, onde o jogador foi flagrado por Edison, a Polícia Científica concluiu que houve arrombamento, porém não sobre precisar em que momento isso ocorreu.

Sete presos

Até o momento, sete pessoas estão presas acusadas de participação no crime. Além de Edison Brittes, que deverá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, também estão detidos sua esposa, Cristiana, e a filha Allana, que comemorava o aniversário de 18 anos.

Além deles, também seguem detidos Eduardo da Silva, Ygor King e David Willian, que acompanharam Edison até o local onde o corpo do atleta foi deixado e também teriam participado do espancamento do jogador. O sétimo e último suspeito a ser preso foi Eduardo Purkote Chiuratto, que seria o responsável por ter arrombado a porta do quarto de Cristiana e também de ter quebrado o celular do jogador.

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