O presidente eleito, Jair Bolsonaro, já conta com o juiz Sérgio Moro no seu governo. Moro visitou Bolsonaro nesta quinta-feira (1º) pela manhã, confirmando que aceita o convite para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ponto de encontro foi a residência do candidato eleito, num condomínio na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. A pasta destinada a Sérgio Moro vem sendo chamada de superministério, já que Bolsonaro pretende reunir nela negócios da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União.

Bolsonaro ficou feliz com Moro na equipe estratégica

Em entrevista à RecordTV, Bolsonaro, que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2019, destacou sua felicidade com o reforço de Moro no grupo de ações estratégicas no governo do Brasil dos próximos quatro anos. “Estou feliz, porque vi nele um jovem que vai receber seu diploma”.

Para aceitar o cargo, Moro só exigiu do futuro chefe a implementação de conjunto de ações anticorrupção e combate ao crime organizado. O presidente eleito destacou, também, que todos os brasileiros ganham com Moro no governo. “Uma das coisas que mais preocupa o povo brasileiro é a corrupção, e ele agora a atacará não só no âmbito da Lava Jato, mas em todo Brasil”.

Moro divulgou nota sobre aceitação

Em nota, o juiz Sérgio Moro explica que foi convidado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para exercer funções como Ministro da Justiça e Segurança Pública. Moro destaca que após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitou o honrado convite.

Segundo este juiz, que se tornou referência brasileira, combatendo os crimes de corrupção na Lava jato, foi com certa tristeza que tomou esta decisão, pois terá de deixar 22 anos de magistratura.

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Polícia Jair Bolsonaro

Porém, segundo Moro, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção, e anticrime organizado, respeitando à Constituição, e às leis aos direitos, levou-o a esta concordância.

Processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato saem das mãos de Moro

O juiz acrescenta ainda nessa nota, que, na prática, sua aceitação representa a consolidação dos avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos, afastando riscos de retrocessos por um bem maior. Aos reconhecedores do seu trabalho, ele tranquiliza que a Lava Jato seguirá em Curitiba, com os valorosos juízes locais.

Ele diz ainda, que para evitar contrariedades, já estará se afastando de novas audiências. Moro também não julgará mais processos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes", prometeu.

Bolsonaro já tem outras indicações confirmadas

Outros nomes de futuros ministros já indicados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, são: os da Defesa, general Augusto Heleno, que foi comandante da missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), no Haiti em 2004; Tenente coronel, Marcos Pontes, da Força Aérea Brasileira, no Ministério de Ciência e Tecnologia.

Pontes é o primeiro astronauta brasileiro que foi para o espaço.

O coronel foi recentemente eleito 2º suplente do Senador por São Paulo, Major Olímpio (PSL/SP). Economista de conhecimento no mercado financeiro e oriundo da iniciativa privada, Paulo Guedes será responsável pela administração das pastas, do Planejamento, Fazenda, e Indústria e comércio. Um dos que se tornaram mais conhecidos, principalmente nos últimos dias da campanha presidencial, o deputado federal (DEM/RS), Onyx Lorenzoni, organizará procedimentos na Casa Civil.

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