Pessoas que passavam pela rua Tomoichi Kobuchi, no bairro Areia Branca, em Santos (SP), depararam-se com uma cena horripilante na manhã desta terça-feira (20). Parte do muro lateral de um Cemitério Municipal desabou por volta das 7h, deixando expostos diversões caixões com corpos em decomposição. Felizmente ninguém se feriu.

O desabamento também assustou moradores da região. “O bairro tremeu todinho na hora que o muro caiu”, explica Lucas Benincasa, que contou ainda que um poste também quase foi derrubado.

“Foi como se um caminhão tivesse batido em meu muro”, disse a funcionária pública Mirian Cristina Suzuki. “Minha sogra que mora duas quadras daqui sentiu”, completou. “E as famílias, como é que ficam? Não dá pra saber quem é quem”, indagou a dona de casa Eufrásia Muniz da Silva.

Um táxi que estava estacionado na rua também foi atingido pela queda do muro. O dono do veículo, Ronald Denari, levou um grande susto, mal sabia o que dizer quando viu seu carro naquela situação, mas já sabe que terá prejuízos, mesmo como seguro do veículo cobrindo os estragos. “Você se sente... sei lá o quê. Em linguagem de taxista isso aqui se chama dias parados. Eu dependo disso”, disse.

Trabalho de recuperação deve ser em 30 dias

Policiais precisaram impedir a aproximação das pessoas por conta das bactérias. A prefeitura da cidade usou uma lona para cobrir os caixões e os corpos, e equipes do cemitério trabalhavam na exumação dos restos mortais que ali estavam e comunicar as famílias. Ao todo, 36 gavetas foram danificadas, das quais 21 continham corpos.

A administração do cemitério informou que o intenso tráfego de veículos pesados que passa pela rua pode ter provocado o desabamento.

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Polícia Santos

As obras de reconstrução do muro devem iniciar em 30 dias e todo o muro será refeito. Tapumes foram instalados para evitar a invasão no local. Há meses os vizinhos ao cemitério já haviam notado a rachadura e comunicado a prefeitura, mas, segundo eles, não foram tomadas providências.

O subprefeito da zona noroeste de Santos, Acácio Egas, disse que os ossos que estavam nas gavetas não foram misturados.

"Os restos mortais foram separados, as famílias foram avisadas e depois elas poderão escolher a destinação que darão aos corpos", disse. A prefeitura disse ainda que as famílias poderão comprar uma urna para guardar os ossos ou guardá-los em uma urna geral. Com relação ao taxista, a prefeitura aguarda a notificação para iniciar o ressarcimento.

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