O Governo de Cuba anunciou que os médicos cubanos que participam do Programa Mais Médicos, no Brasil, deixarão o Programa em até 40 dias. A saída dos profissionais do programa irá afetar 28 milhões de brasileiros, usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), segundo informou a Confederação Nacional dos Municípios.

O governo de Cuba alega que seus profissionais irão deixar o Programa Mais Médicos por conta de ‘ameaças e depreciação’ a seus profissionais, feito pelo futuro presidente Jair Bolsonaro.

A embaixada de Cuba aqui no Brasil diz que já comunicou a saída deles ao Conselho Nacional de Secretaria dos Municípios, o (CONASEMS).

Segundo Bolsonaro, porém, o governo de Cuba decidiu sair do Programa por não concordar com o teste de capacidade profissional dos cubanos, o Exame Revalida.

Revalida é o exame de revalidação para profissionais médicos que formaram no exterior para os habilitar à prática da medicina no Brasil. O profissional formado em medicina no exterior terá que fazer o reconhecimento de seu diploma, através do Exame Revalida, para só depois solicitar ao Conselho Regional de Medicina autorização para desempenhar a sua função médica aqui no Brasil.

Ainda quando estava em campanha para a eleição de presidente do Brasil, Bolsonaro disse que expulsaria os médicos cubanos do Brasil, usando o Exame Revalida.

Desde o início do programa, em 2013, os médicos cubanos participam do Mais Médicos

Os profissionais cubanos participam desde o início do Programa Mais Médico, fundado em 2013 pela então presidenta petista Dilma Rousseff.

Dos 16 mil médicos que atuam no Mais Médicos, 8.470 são cubanos.

A confederação Nacional dos Municípios (CNM) afirma que a saída dos profissionais cubanos irá impactar principalmente em municípios que só contam com médicos oriundos de Cuba.

Ainda, em nota, afirmou a CNM, que o Programa Mais Médicos é uma das principais conquistas alcançadas pelos municípios no tocante à dificuldade de fixar médicos em regiões que contam com a escassez ou até mesmo com ausência desses profissionais.

E essas regiões se encontram no interior do país, em cidades pequenas.

1.575 municípios no Brasil que só contam com os profissionais cubanos. E, cerca de 80% desses municípios, têm menos de 20 mil habitantes. A saída dos médicos dessas regiões pode deixar desassistidas essas cidades de atendimentos médicos.

A Confederação Nacional dos Municípios já fez um alerta que é de extrema preocupação o futuro dessas cidades sem os médicos cubanos, e pede providência rápida.

Em entrevista, o atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que é “ruim e hostil” a decisão tomada pelo governo cubano, e completou afirmando que, mesmo sem cabimento, é uma decisão que o governo de Cuba já tomou.

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