A Polícia civil do Paraná prendeu na manhã desta quinta-feira (1º), na cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, o homem apontado como suspeito pela morte do jogador do São Paulo Daniel. Ele foi detido em sua residência. Além do homem, também foi presa sua filha, de 18 anos.

O advogado de defesa do suspeito, Claudio Dalledone, afirmou que a prisão de ambos é temporária. Por volta das 8h15 e foram levados para a delegacia, para, de acordo com o advogado, “averiguação”.

Dalledone também afirmou que a esposa do suspeito compareceu na delegacia na quarta-feira (31) e também foi detida temporariamente. Essas prisões têm validade de 30 dias.

Até o momento, a polícia civil não de mais detalhes sobra a motivação do crime.

Testemunha relatou que jogador foi agredido na casa do suspeito

Na quarta-feira (31), uma testemunha que está sob proteção policial deu detalhes importantes de como foram as últimas horas do jogador do São Paulo e do São Bento de Sorocaba. Em depoimento que durou cerca de três horas, ela relatou que estava com o atleta em uma casa noturna, quando por volta das 6 horas, decidiram ir, junto com outras cinco pessoas, até onde mora o suspeito.

Lá eles ficaram conversando e bebendo até que Daniel se ausentou e meia hora depois ouviram gritos de socorro.

Ao chegar no local de onde vinha os gritos, a testemunha viu o jogador sendo agredido pelo suspeito e mais três homens com socos e pontapés. Em meio às agressões, ele pedia para não ser morto, porém seu apelo não foi atendido.

Ainda de acordo com a testemunha, o jogador, praticamente inconsciente, foi colocado dentro de um veículo e lavado embora. Um dos homens ainda teria pegado uma faca.

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No domingo, seu corpo foi achado em uma área de mata, sem o órgão genital e com profundos cortes no pescoço. O suspeito ainda teria tentado criar um álibi e alterar a versão dos acontecimentos. Com medo, a testemunha preferiu buscar proteção policial e contar o que viu.

O atleta foi sepultado em Conselheiro Lafaiete, no interior do estado de Minas Gerais, onde nasceu e passou a infância. Seu corpo foi velado em um ginásio poliesportivo e ex-companheiros compareceram ao local. De acordo com o Instituto Médico Legal, o ferimento no pescoço do jogador foi provocado por arma branca.

Na segunda-feira (29), familiares ficaram um apelo para que as fotos com o corpo do jogador não fossem mais compartilhadas. Horas após ele ser encontrado, a imagem passou a repassada através de aplicativos de troca de mensagens e também redes sociais, o que acabou chegando até a família.

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