Um prédio anexo ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi atingido na tarde deste sábado (2), por um grande incêndio, que destruiu toda a Coordenação de Emergência Regional da Barra. No local havia uma Unidade de Pronto Atendimento, que fazia o trabalho de triagem para atendimentos no hospital.

O fogo teve início um pouco antes das 16 horas, nos segundo andar e, de acordo com informações passadas pelo prefeito do Marcelo Crivella, três pessoas, todas elas idosas, morreram enquanto estavam sendo transferidas.

Por ser horário de visitas, o saguão estava lotado, havendo cerca de 300 pessoas, e a fumaça preta pode ter vista de vários pontos do bairro.

Pouco depois das 17 horas, os pacientes que estavam nas salas Vermelha e Amarela – um total de – passaram a ser transferidos para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

Depoimentos de pessoas que viram a situação de perto

Em contato com o portal G1, uma enfermeira, que decidiu deixar manter sua identidade em sigilo, contou que após o fogo começar, vários profissionais que trabalham no Lourenço Jorge correram para ajudar os pacientes e, segundo ela, não havia pessoas com ferimentos graves.

Outra pessoa que trabalha de socorrista de ambulância no hospital relatou que o incêndio começou por volta das 14h40 e precisou de apenas dez minutos para consumir tudo. Ele foi um dos funcionários que ajudou a socorrer os pacientes em segurança até a chegada do Corpo de Bombeiros. “Tinha muita gente lá dentro, pessoas acamadas, pessoas entubadas”. Essas pessoas foram levadas para o Lourenço Jorge, que de acordo com ele, também estava lotado.

Sobre o que poderia ter causado do fogo, os funcionários não consideram que o incêndio tenha sido proposital e que teria começado na parte elétrica do edifício, uma vez que começou na parte de cima.

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Para eles, o fato do incêndio ter começado em cima deu a chance para que todos pudessem ser salvos. “Se o fogo tivesse começado por baixo, tinha morrido todo mundo”, relatou uma enfermeira. No local onde o incêndio começou é onde se localiza o refeitório e os dormitórios. Os pacientes são atendidos no andar inferior.

O fato de nenhum deles não querer se identificar tem uma explicação: eles dizem que estão sendo ameaçados de demissão pela prefeitura. Eles denunciam ainda que estão com dois meses de salários atrasados.

Um empresário que foi visitar o pai, vítima de um AVC, descreveu o local como um alojamento de guerra. Ele disse ainda que quando foi retirar seu pai viu uma enfermeira em estado de choque.

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