Motoristas que trafegavam sobre o viaduto da pista expressa da marginal Tietê, que passa sobre uma linha de trem da CPTM (Companhia Paulista de Três Metropolitanos), em São Paulo [VIDEO], levaram um grande susto –e alguns deles prejuízos–, durante a madrugada desta quinta-feira (15), quando parte da estrutura cedeu cerca de dois metros. Por sorte, poucos Carros passavam no local, sendo que cinco deles ficaram danificados e uma pessoa se feriu. Pedaços de concreto caíram sobre um alojamento da CPTM, mas não havia pessoas no local.

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Por ser um dos acessos à rodovia Castelo Branco, durante a manhã foram registrados pontos de congestionamentos nas proximidades. Agora, os motoristas que quiserem acessar a rodovia terão que continuar até a marginal Tietê e fazer o retorno pela ponte dos Remédios, ponte essa que no final da década de 90 também apresentou problemas.

A interdição da pista, de acordo com o secretário municipal de transportes, João Otaviano, será por tempo indeterminado.

O trecho da linha da CPTM que passa onde o viaduto cedeu fica entre as estações do Grajaú e Osasco, porém, a circulação dos três não foi afetada, uma vez que as composições não passam por debaixo da parte do viaduto que cedeu.

Otaviano explicou que uma das placas de apoio das juntas de dilatação acabou cedendo e que ainda nesta quinta a estrutura será escorada. Ele disse ainda que a estrutura do viaduto estava em ordem, e que não havia nenhum indício de problemas. “Aconteceu alguma coisa fora do padrão, algum deslocamento”, disse. A Polícia Científica foi até o local para fazer uma perícia e entender o que levou parte da estrutura se romper.

O secretário das subprefeituras da Prefeitura de São Paulo, Marcos Penido, disse que os trabalhos de recuperação devem começar o quanto antes e espera que o escoramento seja concluído até esta sexta-feira (16), para que já se comece a ser feita a recuperação do viaduto.

Após a estrutura ser escorada, precisará ser feito o que ele chamou de “macaqueamento”, que é um processo de erguer a viga do viaduto, para que o pilar possa ser reconstruído e depois colocar a viga de volta ao lugar. De acordo com ele, isso não é um processo demorado, mas o prazo só poderá ser definido a partir do momento que houver um laudo dos técnicos de todo o acontecido.

Senti o carro voar

A sensação descrita pelos motoristas no momento que o viaduto cedeu não é das melhores. Alguns carros [VIDEO], no momento que o asfalto cedeu, foram lançados e tiveram seus airbags acionados. Em entrevista ao G1, o vigilante Renailton Alves disse que sentiu o carro voar. “Eu só senti o carro voar e cair no chão”, relatou.

Já o analista de sistemas Robson Andrade, que teve escoriações no pescoço, descreveu o acontecido como uma cena de cinema, lembrando que os carros foram caindo uns por cima dos outros. Sobre o Acidente, ele disse que o buraco se tornou um ponto cego, onde o carro passou e caiu. “Conforme caiu, o carro rodou e bateu na mureta”, disse.