Uma das notícias que tem sido recorrente na mídia nas últimas horas é sobre a suspeita de um crime praticado contra um cachorro, que teria sido morto a pauladas na última quarta-feira (28) em uma loja da rede Carrefour na cidade de Osasco, região metropolitana de São Paulo. Segundo o relato de algumas testemunhas, o cão teria sido atacado a pauladas por um segurança que trabalha no hipermercado.

Tanto é assim que, no sábado passado (1°), vários ativistas fizeram questão de fazer um protesto programado pela morte violenta do animal.

Beatriz Silva, que é a presidente da ONG Bendita Adoção, relatou que o cachorro estava circulando nas dependências do estacionamento do hipermercado já por alguns dias e acabou se tornando uma espécie de cão de todos, Segundo ela, tanto clientes quanto funcionários se preocupavam em dar comida e água ao bicho.

Fala-se muito em uma tal “ordem superior” de acordo com os depoimentos de testemunhas, ordem essa que tinha por objetivo que se livrassem do cão. Com isso, um segurança pertencente ao quadro de funcionários do Carrefour supostamente chegou a envenenar o cão, para depois agredi-lo a pauladas, quebrando-lhe as pernas traseiras.

Coincidentemente no dia em que o cão foi morto, existem relatos de que a loja de Osasco estaria recebendo a visita de executivos da empresa Carrefour.

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Osasco chegou a ser acionado, mas diante da gravidade dos ferimentos, o cachorro morreu. Alguns colaboradores da rede chegaram a levantar a informação de que o animal foi atropelado, entretanto, isso foi logo desmentido por outros funcionários do hipermercado de Osasco.

Polícia investiga o caso

Bruno Lima, que é delegado de Polícia e também acabou de ser eleito deputado estadual pelo PSL, fez questão de participar da onda de protestos e explicou à imprensa que será aberto um inquérito visando a apuração do caso.

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O laudo técnico sobre a morte do cão deve ser divulgado nessa semana, para daí ser aberto um boletim de ocorrência.

A título de esclarecimento, há o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98), o qual determina ser crime as práticas abusivas de ferir ou mutilar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos, tendo a possibilidade de que o crime renda pena de detenção de três meses a um ano (caso haja morte a punição tem a chance de ser aumentada em até um terço), bem como, multa prevista pela lei em questão.

Versão do estabelecimento

O Grupo Carrefour, por sua vez, divulgou nota sobre o assunto dizendo repudiar maus-tratos contra animais, sob a versão de que afastou em caráter temporário o time de segurança que trabalhou naquele dia, enquanto as investigações têm continuidade.

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