A polêmica causada pela morte de um cachorro em uma unidade do Carrefour em Osasco, na Grande São Paulo, parece que está longe de chegar ao fim. Um segurança do hipermercado é suspeito de ter agredido e envenado o animal, que chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo.

A morte do animal ganhou uma rápida repercussão e causou muita polêmica e comoção nas redes sociais. Milhares de pessoas exigiram uma investigação séria sobre o que realmente havia acontecido, anônimos e famosos protestaram através de seus perfis na internet pedindo justiça e vários programas de TV também trouxeram o assunto à tona, o que provocou uma grande revolta.

Depoimento do segurança

Na última quinta-feira (6), o segurança, que não teve seu nome revelado, compareceu à Delegacia do Meio Ambiente em Osasco, onde confessou ter agredido o animal. O homem estava muito abalado e se disse arrependido, ele contou que usou uma barra de ferro para espantar o cachorro. Ainda de acordo com o segurança, ele não notou que havia ferido o animal e que quando notou que ele estava sangrando acionou o Centro de Zoonose de seu telefone particular.

O homem foi indiciado no artigo 32 da Lei de Crime Ambientais, por abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar Animais.

A pena prevista para este caso é de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa que pode ser aumentada em até um terço se ocorrer morte. A polícia segue investigando o caso, o segurança vai responder em liberdade porque este tipo de crime é considerado de baixo potencial ofensivo.

Protesto em repúdio à morte de cachorro faz hipermercado fechar as portas

Neste sábado (8), a unidade do Carrefour de Osasco se viu obrigado a fechar as portas por volta das 14h, após uma grande manifestação de repúdio pela morte de Manchinha ser marcada através das redes sociais.

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Animais

A princípio 12 mil pessoas confirmaram presença e cerca de outras 50 mil afirmaram ter interesse na manifestação. A organização do manifesto pediu para que os participantes usassem blusas pretas, levassem velas e balões.

Diante deste cenário, os responsáveis pelo estabelecimento decidiram fechar a área de compras e reforçaram que o estacionamento continuaria aberto para que os manifestantes pudessem realizar o protesto. Até o fechamento desta matéria não havia informações sobre a reabertura do hipermercado.

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