O médium João de Deus se entregou à Polícia na tarde deste domingo (16), por volta das 16h20, em uma estrada de terra na cidade de Abadiânia (GO), localizada nos arredores de Brasília (DF). Suspeito de cometer abuso sexual contra mais de 500 mulheres, o médium, que teve prisão decretada na sexta-feira (14), era considerado foragido. Ao ser detido, o acusado foi encaminhado para a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde chegou aproximadamente às 18h.

Segundo André Fernandes e Valdemir Pereira, delegados responsáveis pelo caso, João de Deus se entregou de maneira espontânea e estava acompanhado por seus advogados de defesa, os agentes de segurança também informaram que não houve necessidade do uso de algemas.

Depoimento do médium foi cercado de incidentes

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o depoimento de João de Deus, de 76 anos, ocorrido na noite deste domingo, foi marcado por fenômenos paranormais que assustaram os agentes de segurança que ouviam o médium.

O escrivão que iria participar do depoimento do espiritualista sofreu um acidente enquanto se encaminhava para Abadiânia, onde o suspeito seria ouvido, e quebrou o braço. Diante deste cenário, a oitiva foi transferida para Goiânia.

Segundo a delegada integrante da força-tarefa criada para atender as denúncias das centenas de mulheres contra o médium, alguns acontecimentos causaram bastante estranheza.

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Polícia

Karla Fernandes revelou que o teclado do computador onde seriam registradas as alegações do suspeito parecia ter vida própria. "Você apertava uma tecla e ela OOOOOOOOO...", revelou.

Karla também contou que, como estava muito calor, o ar condicionado foi ligado e a extensão usada explodiu e começou a pegar fogo e o frigobar queimou, o susto foi enorme e todos começaram a gritar dentro da sala. Ao ser questionada se ela havia ficado com medo, a delegada disse que não se trata de medo, mas de respeito até porque ela também é espiritualista. Fernandes afirmou que acredita que João de Deus tem mesmo um certo tipo de "poder" e que tudo leva a crer que ele se desviou do caminho do bem.

Alega inocência

Durante todo o tempo, João de Deus alegou inocência e, segundo as informações da Folha de S.Paulo, os advogados do médium tentaram desqualificar as supostas vítimas por inúmeras vezes. "Ele não admite (envolvimento). Apresenta suas versões e cabe à polícia provar", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, que acompanhou a oitiva.

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