O homem que cometeu o massacre em uma igreja em Campinas (SP) e acabou vitimando cinco pessoas, além de outros que ficaram feridos, tinha um diário que foi revelado nesta quarta-feira (12). A identidade do homem já havia sido revelada, ele é Euler Fernando Grandolpho, um homem que, segundo a Polícia, teria uma personalidade "estranha", estava desempregado e morava em condomínio de classe média-alta em município próximo a Campinas, também no Estado de São Paulo.

A polícia, na terça-feira (11), fez diligências na casa do homem que se matou e encontrou, dentre os materiais digitais e anotações, um diário que citava, inclusive, o massacre de Realengo, que aconteceu em uma escola no município do Rio de Janeiro.

Diário de atirador de igreja em Campinas é encontrado e pode dar pistas sobre a motivação do crime

A Polícia Civil de São Paulo agora procura encontrar motivações para o crime que aconteceu na igreja em Campinas. Nos materiais de Grandolpho que foram recolhidos, um dos que mais chamou a atenção foi um diário que o homem faz, possivelmente, uma referência ao massacre no Ceará e outro em uma escola de Realengo. Parte dos materiais digitais ainda não foi periciada, uma vez que continha senhas e proteções por softwares que dependem de algum tempo até que os especialistas quebrem a encriptação e as proteções.

No primeiro trecho que despertou a atenção dos policiais, ele diz que passeava com o cão e alguém gritou "e aí Ceará" às paredes, falando do massacre que o estado viveu há alguns meses. Na sequência, em 31 de janeiro deste ano, ele teria dito "e aí Realengo", uma possível referência ao massacre em uma escola na região do Rio de Janeiro.

Relembre a tragédia

No início da tarde desta terça-feira (11), um homem, a princípio desconhecido na região, sentou-se em um dos bancos da Catedral de Campinas. Assim que a celebração da missa terminou, o homem que estava de posse de duas armas, começou a disparar, até então, aparentemente a esmo, e acabou atingindo oito pessoas.

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Quatro delas acabaram morrendo no local.

Além das pessoas, o próprio atirador tirou sua vida usando uma das armas, quando seria abordado pela polícia. Um outro homem chegou a ser encaminhado para a Beneficência Portuguesa, mas não resistiu e morreu já na unidade. Entre os outros feridos, duas mulheres foram socorridas, uma de 25 anos para o Hospital Mário Gatti e a outra de 40 para o HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Uma terceira pessoa também foi para a Unidade Mário Gatti.

Parte da tragédia foi gravada pelas câmeras de segurança da igreja, e mostraram o 'modus operandis' do suspeito.

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