Atendendo à solicitação da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, nesta terça-feira (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, permitiu abertura de procedimentos de modo a apurar se o futuro ministro-chefe da Casa Civil, do Governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, usou dinheiro de caixa dois da JBS, junto à Prefeitura de Porto Alegre. Os fatos, segundo a PGR, teriam ocorridos nas Eleições de 2012 e 2014.

Ainda segundo a PGR, a denúncia surgiu dos depoimentos à Instituição, de diretores da J&F, vinculada à JBS.

Homem de ferro, como ministro-chefe da Casa Civil do presidente eleito Jair Bolsonaro, Onyx, também deputado federal (DEM/RS), afirmou, em entrevista à Rede Bandeirantes, ter sido realmente beneficiado duas vezes, com quantias no valor de R$ 100 mil cada, nas campanhas de 2012 e 2014. Pedindo desculpas aos eleitores do Rio Grande do Sul, Lorenzoni explicou que o alvo nos períodos era a Prefeitura de Porto Alegre. O deputado afirmou ainda que os R$ 100 mil de 2012 não entraram na prestação de contas.

Outros deputados e senadores na lista da PGR

Lorenzoni, que possui vídeo nas redes sociais, comentando que o Código Eleitoral Brasileiro de 1965 criminaliza o uso do caixa 2, não está sozinho. Edson Fachin solicitou também investigações da PGR sobre o comportamento dos seguintes deputados: Jerônimo Goergen ( PP/RS), Alceu Moreira (MDB/RS), Marcelo Castro ( MDB/PI), Zé Silva (SD/MG) e Paulo Teixeira (PT/SP).

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Eleições

A lista da PGR inclui ainda, os senadores da República, Ciro Nogueira (PP/PI), Renan Calheiros (MDB/AL), Eduardo Braga (MDB/AM) e Wellington Fagundes ( PR-MT).

Bolsonaro afirma não haver consistência na acusação

O candidato Jair Bolsonaro, que venceu as eleições 2018, e deverá tomar posse como Presidente da República no próximo dia 1º de janeiro enfatizou que nada é preocupante sobre este caso. "Havendo qualquer acusação robusta de irregularidade, estamos acertados com o ministro Sérgio Moro, que comandará o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nós tomaremos uma providência”, ponderou o eleito, durante entrevista coletiva.

Moro disse que Lorenzoni já se desculpo com eleitores

Indicado para compor a casta de ministros no governo do presidente eleito, administrando o ministério da Justiça e Segurança Pública, o juiz Sérgio Moro argumentou que houve reconhecimento do erro por parte de Lorenzoni. Moro entendeu também que o deputado se desculpou perante seus eleitores que acreditaram em sua candidatura. “Ele mesmo admitiu o erro e pediu desculpas”, defendeu Moro semanas atrás.

O juiz entendeu ainda que Lorenzoni tem a seu favor o embate com deputados, por ocasião da aprovação das 10 medidas contra corrupção.

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