Quatro pessoas ficaram feridas após um homem, de 28 anos, invadir uma igreja onde estava sendo celebrado um culto e esfaquear fiéis. A tentativa de homicídio aconteceu na manhã deste domingo (2), em uma igreja no Setor Colina Azul, em Aparecida de Goiânia. O agressor, que estava com duas facas, foi preso em flagrante. Segundo o delegado que cuida do caso, o homem, identificado como Uilker Alves, poderá responder por terrorismo.

De acordo com testemunhas, por volta das 10h30, o homem armado com as facas invadiu a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que fica na rua Albatroz, onde cerca de 120 pessoas estavam reunidas, e partiu para cima dos frequentadores. Houve pânico e correria, e uma criança chegou a se perder dos pais.

Quatro pessoas foram esfaqueadas, sendo que duas levaram vários golpes. Elas têm idade entre 31 e 42 anos, e foram levadas para o Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa). Dois deles seguem internados em estado regular.

Motivação para o crime

Alves foi preso em flagrante, e, na delegacia, não disse muita coisa. De acordo com ele, a atitude foi tomada após ver vídeos na internet, o qual pregava que Deus iria amaldiçoar as pessoas negras e carecas. “Como ele é um pouco careca, resolveu entrar na igreja e esfaquear todo mundo”, disse o sargento Willian Moraes, que contou ainda que ao entrar na igreja o homem teria gritado: “vai morrer todo mundo”.

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Polícia Religião

Vai responder por terrorismo

Divino Batista dos Santos, delegado que cuida do caso, disse que Alves irá responder por terrorismo. “O crime que ele (o acusado) pode responder, além das quatro tentativas de homicídio, seria o ato de terrorismo”, disse o delegado. De acordo com o delegado, se ficar comprovado que a motivação foi por questão religiosa, com a finalidade de provocar clamor social, ele responderá por este crime.

A Polícia divulgou um vídeo o qual o acusado confessa a tentativa de homicídio, mas dá versões confusas. Em dado momento acusa a igreja de ter pacto com o demônio, mas depois fala que ninguém da igreja o quis visitar em sua casa.

Em uma ocasião que não foi gravada, ele teria dito que o ódio contra a igreja havia começado há cinco anos, quando em 2013 foi abordado por dois mórmons, que haviam prometido irem até sua casa para lhe batizar.

Como ninguém apareceu, ele se revoltou e ficou com vontade de matar.

De acordo com o delegado, ele chegou a postar nas redes sociais que “faria um massacre na igreja”. Santos ainda destacou que Alves “nitidamente tem distúrbios” e que se expressa de forma confusa. O suspeito disse estar arrependido do que fez.

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