A adolescente Darilane Lívia de Almeida Cunha, de 13 anos, foi morta no último sábado (8), vítima de um disparo de arma de fogo efetuado por uma amiga, também de 13 anos. O caso aconteceu no bairro Garcia, em Salvador, quando uma das jovens, que é filha de um policial militar da reserva, achou a arma do pai e começou a manuseá-la. De acordo com familiares da vítima, elas brincavam de roleta-russa, quando houve o disparo, que segundo informações, teria acertado a cabeça da menina, que morreu no local.

Horas após a fatalidade, o militar reformado, cujo nome não foi divulgado, assim como o de sua filha, prestou depoimento, cujo o teor não foi divulgado, no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e a arma, um revólver calibre 38, foi apreendida para passar por perícia. A casa onde houve o disparo também foi periciada e a Polícia ainda não sabe como que a adolescente teve acesso à arma. O caso está sendo tratado como sendo de disparo acidental.

Como foi a fatalidade

Segundo informações passadas por parentes e vizinhos, as duas meninas foram até a casa da filha do policial por volta das 19h30 e estavam sozinhas no local quando houve a fatalidade. Vizinhos disseram terem ouvido apenas um disparo e pouco depois, os parentes do policial chegaram na casa. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas nada pode fazer, uma vez que a adolescente já estava sem vida.

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Polícia

Maria das Graças Santos da Costa, avó de Darilane, contou que foram impedidos de entrar na casa e que só conseguiram cerca de 50 minutos depois, quando a adolescente já estava morta e a amiga já havia deixado o local junto com seu pai, que levou a arma. “Eles trataram de impedir que nós entrássemos na casa”, relatou a uma vizinha. “É uma dor tão grande que não sinto fome e sono", lamentou.

Ela ainda revelou que dias antes, a menina tinha pegado a mesma arma do pai e apontado para um sobrinho seu, o ameaçando em tom de brincadeira.

Somente após a morte da parente que ele relatou o fato aos familiares. “Como é que um pai deixa uma arma em local de fácil acesso?”, questionou Maria, afirmando que isto "era uma tragédia anunciada”.

O enterro da adolescente ocorreu na tarde deste domingo (9), no cemitério Campo Santo, bairro da Federação e reuniu parentes e amigos, que foram se despedir da jovem. “Já sinto um vazio no coração que não consigo explicar", lamentou uma amiga, que não quis se identificar, durante o enterro.

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