A triatleta Ludimila Barbosa, de 40 anos, morreu manhã desta terça-feira (4), em decorrência dos ferimentos sofridos após ser atingida por um bote motorizado do Corpo de Bombeiros durante uma etapa do circuito estadual de Maratona Aquática do Tocantins, realizada no último domingo (2), no Lago Palmas.

Ela estava internada na UTI do Hospital Palmas e faleceu por volta das 6h15. No Acidente, ela foi atingida pela hélice de um bote salva-vidas do Corpo de Bombeiros e por conta disso precisou amputar o pé esquerdo.

Nesta segunda-feira (3), 40 soldados fizeram uma mobilização para doação de sangue. A Secretaria Municipal de Saúde informou que todos os recursos disponíveis, porém a atleta não resistiu.

Além de atleta, Ludimila era professora de uma escola infantil no município de Palmas. Uma faixa de luto foi estendida no local e também houve comoção nas redes sociais. O corpo da atleta foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Palmas, onde passará por necropsia.

O acidente

De acordo com informações passadas pelo Corpo de Bombeiros, no momento em que acontecia a travessia, começou a ventar forte e atletas começaram a pedir ajuda.

Dois deles foram retirados da água. Os militares estavam fazendo a retirada de uma terceira pessoa, quando notaram que Ludimila havia sido atingida pela parte traseira da lancha.

Uma atleta que não quis se identificar e que estava se preparando para participar da prova, presenciou o acidente. Ela relatou que havia outra competidora na água solicitando ajuda, quando os bombeiros foram atendê-la, acabaram atingindo Ludimila. “A equipe de resgate não viu a atleta e ela foi atingida”, contou. Ela disse ainda que viu a mulher sendo retirada da lancha com um corte na perna.

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Polícia

O comando do Corpo de Bombeiros lamentou o ocorrido e infirmou que todos os procedimentos para a elucidação do caso estão sendo tomados. Já a Federação Aquática de Tocantins afirmou que a competição respeitou as regras de segurança nacionais e internacionais e que estão sendo tomadas as providências legais. A Polícia técnica esteve no local para periciar a embarcação.

Ainda na segunda-feira (3), a Marinha do Brasil instaurou um inquérito para apurar as causas do acidente. O Capitão Alberto Ramos, comandante da Marinha, disse que ainda é cedo para falar sobre as investigações, uma vez que a Capitania Fluvial do Araguaia Tocantins ainda iria apurar as causas e responsabilidades.

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