Mais um caso de feminicídio ganha as manchetes dos principais jornais do Brasil. Desta vez o caso aconteceu no Rio Grande do Sul e conta com um detalhe que causa certa estranheza, a vítima se recusou a aceitar a proteção da Polícia contra o seu ex-companheiro.

De acordo com o portal de notícias online do jornal Extra, a vítima identificada como Michele Pires, de 35 anos, foi assassinada a tiros em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, horas depois de deixar a Delegacia da Mulher daquela cidade e onde teria se recusado a entrar para o programa de proteção previsto na Lei Maria da Pena.

Michele foi assassinada na frente do filho e dos amigos

Segundo informou a polícia, o autor dos disparos foi identificado como Alisson Frizon, de 30 anos, e preso em flagrante depois de cometer o assassinato. A mulher foi surpreendida pelo ex-companheiro quando chegava em casa no corredor do prédio onde morava, ela estava na companhia do filho de 12 anos e de alguns amigos que foram até o local para comemorarem a mudança da vítima para uma nova casa.

Como informou Tatiana Bastos, delegada responsável pelo caso, a mãe da vítima esteve na delegacia no último dia 28 de novembro e relatou para os policiais que estavam de plantão que a filha vinha sendo ameaçada pelo ex que a perseguia nos mais diversos locais.

Alisson não se conformava com o fim do relacionamento que aconteceu depois que Michele descobriu que ele foi acusado de envolvimento com tráfico de drogas. Vale ressaltar que o executor da ex-mulher é um policial militar que estava afastado por causa das denúncias contra ele.

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Polícia

Vítima recusou proteção policial

Mesmo vendo que Alisson rondava o local onde trabalhava e o prédio onde morava, Michele afirmou que não se sentia ameaçada. De acordo com o Tatiana os porteiros do edifício já haviam sido orientados para não permitir a entrada do policial no condomínio, mas nesta terça-feira (11), ele conseguiu invadir o imóvel pulando a grade de proteção do local.

Ele efetuou quatro disparos, três deles acertaram a cabeça da bancária e um acertou o pescoço da mulher, que morreu no local, antes mesmo de ser socorrida.

A delegada relatou que depois de muita insistência Michele esteve na delegacia na terça-feira, onde foi orientada a aceitar as medidas protetivas previstas em lei, porém mesmo diante do risco de morte ela recusou ajuda especializada.

Poucas horas depois de deixar a delegacia, Michele, que antes não acreditava nas ameaças de morte do ex-companheiro, se tornou sua vítima ao se deparar com seu algoz, armado dentro do prédio onde morava.

Bastos informou que pediu que a Justiça converta a prisão em flagrante de Alisson em preventiva.

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