O Centro Nacional de Paraquedismo, localizado na cidade de Boituva, região de Sorocaba, no interior de São Paulo, registrou nesta terça-feira (18), seu segundo acidente com vítima fatal em dois dias, quando um paraquedista de 35 anos morreu após um salto no final da tarde. Na segunda-feira (17), outro paraquedista, de 56 anos, também havia se acidentado e morrido.

A vítima desta terça, foi Diego Tavares.

Ele fazia aula com um instrutor, quando seu equipamento teria apresentado falha e ele teria caído perto de um campo de futebol. De acordo com a Guarda Municipal, paraquedista sofreu uma parada cardiorrespiratória, e acabou morrendo no hospital da cidade.

O presidente da Associação de Paraquedismo Nilson Leitão, afirmou que Diego já havia efetuado 39 saltos. Segundo ele, quando um equipamento apresenta falha, é necessário desativá-lo antes de ativar o paraquedas reserva, porém este segundo equipamento foi ativado sem desativar o principal, o que fez os dois se enroscarem e provocar a queda. “Então, ele caiu em uma rua em frente a um campo de futebol”, disse.

Outra vítima fatal

A outra fatalidade ocorreu na segunda-feira (17), por volta das 11h, quando Eudismar Almeida Araújo fazia um salto e se chocou no ar com outro paraquedista, vindo a perder os sentidos. Por conta disso, ele não abriu o equipamento reserva e caiu às margens de uma rodovia que liga Boituva a Iperó. Ele foi levado pelo Corpo de Bombeiros ao hospital em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Polícia

Segundo testemunhas, ele teria se sentido mal no salto e por isso colidiu contra o companheiro.

Já o outro paraquedista envolvido no acidente, Rodrigo Bon Costa, conseguiu acionar o equipamento reserva, mesmo caiu no Centro Nacional de Paraquedismo. Ele teve ferimentos graves, foi encaminhado ao hospital de Boituva e posteriormente levado para o Hospital Regional de Sorocaba, onde segue internado.

Ele é morador do Rio de Janeiro.

De acordo com informações do Centro Nacional de Paraquedismo, tanto Eudismar quanto Rodrigo, eram paraquedistas experientes, com mais de 100 saltos. Foi aberto um inquérito pela Polícia Civil para investigar as causas do acidente. Os equipamentos passarão por perícia técnica e testemunhas serão ouvidas nos próximos dias. “Um corpo batendo no outro naquela velocidade lá em cima é uma cassetada”, disse Nilson Leão. Era o segundo salto que a dupla fazia naquela manhã.

Outra morte em agosto

Em agosto, Diego Camargo Martins, de 37 anos, teve problemas durante o salto e caiu na rodovia Castello Branco. Um caminhão que passava no local não conseguiu desviar e atropelou o paraquedista, que morreu.

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