Uma investigação foi aberta pela Polícia Civil por conta de uma denúncia de um plano para assassinar o deputado Marcelo Freixo, do Rio de Janeiro. O plano teria sido descoberto por conta de uma denúncia anônima feita por telefone. A acusação envolve um policial militar e dois comerciantes que teriam ligação com um grupo de milicianos da Zona Oeste do Rio. Os três elementos estariam encarregados de executar o deputado.

Apesar de especulações, Freixo negou a possibilidade do grupo ser o mesmo, ou ter alguma ligação, com os assassinos de Marielle Franco, morta a tiros no primeiro semestre deste ano. Apesar disso, há suspeitas por parte da polícia que os suspeitos possam estar também envolvidos na misteriosa morte da vereadora do PSOL.

O deputado ainda criticou a ousadia dos milicianos e disse ser inadmissível que uma figura política sofra esse tipo de ameaças. O parlamentar entrou com um pedido de proteção para o Governo do Estado.

O crime já teria data e local marcados

De acordo com o relatório da Polícia Civil, a execução de Freixo estaria marcada para o próximo sábado (15) e aconteceria em Campo Grande, local por onde o parlamentar deve fazer uma passagem graças a sua agenda política. O deputado tinha marcado de se encontrar com alguns professores da rede particular no sindicato da categoria. No local estariam também alguns militantes que defendem a causa dos docentes.

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Todos os detalhes do encontro eram públicos graças à transparência do deputado em suas redes sociais. As ameaças à vida do deputado podem estar relacionadas à posição dele na CPI das Milícias. O parlamentar esteve à frente das investigações e revelou ter recebido diversas ameaças concretas de morte. Segundo Freixo, a Zona Oeste do Rio está sendo governada pelo crime.

O caso Marielle

Em novembro, o Secretário de Segurança do Rio, Richard Nunes, declarou sua certeza da participação das milícias no assassinato de Marielle Franco.

Segundo ele não se tratou de um crime de ódio, mas sim por razões políticas. Segundo Richard, a milícia foi ou mandante ou responsável pela execução da vereadora.

De acordo com Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio, as investigações tem como objetivo coletar provas que não deixem dúvida quanto à participação dos suspeitos do crime. A expectativa é que se garanta a condenação deles perante a justiça.

Um dos integrantes da Secretaria da Segurança Pública teria afirmado que os suspeitos do crime contra Marielle já teriam sido identificados.

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