Na noite deste domingo (16), o médium João de Deus, acusado de abuso sexual por mais de 300 mulheres, prestou um depoimento à Polícia. Entretanto, segundo informou a Folha de S.Paulo, situações estranhas deixaram investigadores desconfiados.

Na hora em que o médium ia falar, o computador usado para registrar os dizeres do acusado parecia que estava descontrolado. A delegada Karla Fernandes disse que, ao apertar uma tecla, apareciam repetidas letras, como por exemplo, "OOOOOO...".

A delegada é a responsável pela força-tarefa que investiga o médium sobre as denúncias.

Em decorrência do calor, a própria delegada resolveu usar uma extensão para poder ligar o ar condicionado. No entanto, todos da sala levaram um susto e gritaram quando o fio explodiu e acabou queimando o frigobar.

O médium foi preso neste domingo (16), após as suspeitas de abuso contra mulheres ocorridas em um "hospital espiritual", chamado Casa Dom Inácio de Loyola, que fica na cidade de Abadiânia, no interior de Goiás.

A oitiva com o médium estava marcada para acontecer em Anápolis, contudo, o escrivão que estava a caminho do depoimento do médium foi atropelado e quebrou o braço.

A delegada afirmou que, mesmo diante de todos esses acontecimentos, o interrogatório do médium aconteceu conforme definido pela polícia. Para ela, existe uma energia muito forte de crenças e os episódios de sustos podem ter acontecido em razão disso.

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Famosos Polícia

Karla foi questionada pela reportagem se ficou com medo diante daquela situação. Ela afirmou que não tem medo, mas tem respeito, por ser também espiritualista. De acordo com a delegada, João de Deus tem poder, mas teve um desvio em seu caminho e isso precisa ser investigado.

Depoimento

Em seu depoimento de aproximadamente duas horas, o médium negou que tivesse culpa em qualquer dessas acusações. Sua defesa chegou a desqualificar as denunciantes.

A delegada disse que ele lembrou de alguns encontros que teve com as denunciantes, mas negou qualquer abuso.

Por ora, ele é acusado dos crimes de estupro e violação sexual mediante fraude. A polícia acredita que mais mulheres virão denunciar o médium.

Defesa

O advogado do médium, Alberto Toron, disse que tem muitas mulheres que querem se aproveitar da situação para pedir dinheiro ao religioso. O advogado se referiu à holandesa Zehira Lieneke, que, segundo as informações, seria uma prostituta e já teria sido envolvida em extorsão.

Sobre a filha do médium, Toron falou que ela já teve vários quadros de internação e retirou as queixas por várias vezes, ou seja, segundo ele, não é de confiança os seus relatos.

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