A Polícia Civil está investigando o segurança do Carrefour que é suspeito de maus-tratos contra um cachorro em uma unidade da rede de supermercados em Osasco, São Paulo. O nome do cachorro era Manchinha e, de acordo com a veterinária que socorreu o animal, ele morreu de hemorragia.

Alguns vídeos compartilhados na internet mostram o momento em que o homem espanta o cachorro segurando uma barra. Em depoimento ele disse que não quis ferir o cão.

Um dos vídeos mostra o animal ainda com vida, mas sangrando na pata traseira esquerda. Alguns funcionários da prefeitura socorreram o cachorro, mas ele não resistiu e morreu.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), enviou uma nota ao site G1 informando que não irá divulgar o nome do segurança e que ele admitiu ter acertado o cachorro com uma barra de alumínio, porém alegou que foi de forma não-intencional.

A nota da SSP ainda revelou que o segurança do Carrefour disse que sua intenção era bater a barra no chão para assustar o cão e ele deixar o local, mas acabou acertando-o.

Obedecia ordens superiores

O segurança do Carrefour garantiu aos investigadores que ele só foi retirar o cão do estabelecimento comercial porque recebeu "ordens de cima".

O acusado alegou ainda que o cachorro teria rosnado para um funcionário quando foi retirado de dentro do supermercado, então os superiores pediram ao segurança que retirasse o animal de lá.

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Polícia

O Ministério Público de São Paulo já instaurou inquérito civil e está apurando a agressão e morte do cachorro.

As câmeras de segurança do supermercado mostram o acusado com uma barra, mas há depoimentos que indicam que o cachorro também foi envenenado. Marco Antônio de Souza, promotor de Justiça, disse que abriu o procedimento após a promotoria receber uma quantidade enorme de reclamações.

O Ministério Público divulgou uma nota lembrando que de acordo com a Constituição, todas as pessoas, independente de ser físicas ou jurídicas, sofrerão sanções penais ou administrativas quando adotarem condutas lesivas ao meio ambiente.

No depoimento prestado nesta última quinta-feira (06), o segurança do Carrefour disse que só se deu conta do que realmente aconteceu quando viu sangue pelo chão e que imediatamente foi buscar ajuda e que ele mesmo é quem ligou para o Centro de Zoonoses. Como o acusado afirmou que usou seu próprio celular para solicitar ajuda ao cão ferido, a polícia poderá investigar o aparelho para confirmar se esta declaração é mesmo verdadeira.

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