Cerca de vinte bombeiros que ajudaram nas buscas na tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão sendo enviados nesta sexta-feira (29) para Moçambique. A missão deles é ajudar os afetados pelo ciclone que devastou o país e outras regiões da África, deixando mais de 700 pessoas mortas e milhares de feridos e desalojados.

O objetivo dos bombeiros que estão indo para Moçambique é intervir em operações para salvamento e gerir o desastre.

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Esta é a primeira turma de bombeiros do Brasil enviados para ajudar e oferecer apoio aos afetados pela tragédia no país africano. A corporação informou que os bombeiros são uma grande referência neste tipo de salvamento por terem adquirido técnicas enquanto estavam prestando socorro aos afetados pela tragédia de Mariana, quando a barragem da Vale foi rompida em 2015. E também pelas técnicas adquiridas nos resgates do rompimento da barragem de Brumadinho.

Há cerca de duas semanas o ciclone Idai invadiu o sudeste da África provocando a morte de ao menos 700 pessoas até o momento, entre Moçambique, Zimbábue e Malauí. Até o momento estimasse que 3 milhões de pessoas foram afetadas pelo ciclone.

A previsão é que os bombeiros permaneçam lá por 15 dias

Até o momento a previsão da permanência dos bombeiros na cidade de Beira e Dondo é de quinze dias. As duas cidades foram as mais destruída pelo ciclone.

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O transporte dos militares será através de aviões das Forças Armadas. Junto com eles serão enviados dois veículos, dois botes, três drones e ferramentas para auxiliar nas buscas. Os aviões das Forças Armadas, além de levar os bombeiros para a realização dos salvamentos e ajudas em Moçambique, também estão encarregados de levar mais de 870 mil quilos em materiais e remédios para serem usados no país. Os materiais enviados pelo Brasil abrangem antibióticos e outros remédios, além de itens de saúde como gazes e ataduras.

Com a quantidade de materiais enviados pelo Brasil, é possível manter a ajuda para cerca de 3 mil pessoas durante 3 meses. Entre os afetados existe no país já casos de cólera, que necessita de cuidados para que a doença não se alastre pelo país.

Estima-se que cerca de 869 mil pessoas foram afetadas também no Malaui e entre elas 443 mil são crianças. No Zimbábue a estimativa é de 270 mil pessoas afetadas e cerca de metade delas são crianças. Ajudas estão vindo de todos os lugares, a Unicef se prontificou a arrecadar US$ 122 milhões (cerca de R$ 488 milhões) que serão destinados para o país para ajudar na recuperação dos desalojados e afetados pelo ciclone.

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Este é o pior desastre enfrentado pela África nos últimos 20 anos.

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