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Na última quarta-feira, dia 13, três funcionários de um cemitério localizado em Paulista, na Grande Recife, foram encaminhados à delegacia do município depois que ossadas humanas, com destino ao Cemitério Campo Santo São José, caíram de um caminhão na rodovia PE-15. O caso, porém, só foi divulgado à imprensa pela Polícia Militar (PM), responsável pela prisão dos funcionários em questão, no dia 14, quinta-feira. A situação está sendo tratada pela PM como um crime ambiental.

De acordo com os relatos da polícia, foi informado por moradores da região a presença de sacolas pretas contendo ossos humanos ao longo da rodovia.

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Dessa forma, imediatamente, foi enviada uma equipe da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), setor da PM que averigua apenas casos relacionados a crimes ambientais, que ao chegar no trecho informado da rodovia PE-15, se deparou com um caminhão da prefeitura no local para recolher as ossadas.

Funcionários se defendem das acusações

Os funcionários do cemitério Campo Santo São José, por sua vez, afirmam que os sacos não foram propositalmente jogados na rodovia, mas antes alguns haviam caído do caminhão que conduziam, que ainda estava repleto de outras sacolas contendo mais ossos.

Foi dito ainda que tal material estava sendo transportado ao cemitério, uma vez que eles estavam buscando essas ossadas para sepultá-las.

Essas alegações, porém, não foram o suficiente para que os três homens seguissem o seu dia normalmente: a Cipoma, ainda assim, os deteve. Assim, eles foram encaminhados à delegacia de Paulista e liberados após a prestação de depoimento a respeito do ocorrido.

De acordo com o major Sérigo Souza, responsável por comandar a Cipoma, foi aberto um inquérito por parte da Polícia Civil, através de uma portaria, que visa investigar a situação tratando-a como um crime de poluição que poderia vir a causar danos à saúde humana.

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Tal crime é previsto pela Lei de Crimes Ambientais.

O major, ao comentar a respeito do caso, destacou que o transporte do material em si não foi um ato criminoso ou equivocado, mas a maneira como ele foi feito não pode ser considerada apropriada, uma vez que as ossadas estavam sendo levadas ao cemitério em um caminhão caçamba – tipo de veículo que poderia ocasionar exatamente o tipo de acidente que ocorreu na rodovia PE-15. Porém, o major destaca, ainda, que não foram encontrados motivos suficientes para que tal ato fosse considerado um crime quanto à questão do transporte, mas que o espanto causado aos passantes pelas ossadas caídas no chão, bem como o fato de que os funcionários deixaram que isso acontecesse, configura um crime ambiental.

A respeito do ocorrido, a prefeitura da cidade de Paulista informou, através de uma nota, que os ossos transportados pelos três homens eram parte de um montante não solicitado por familiares dos mortos em um período de dois anos e um dia, conforme é determinado pela lei.