Dias depois da tragédia, casos como o de Gabriel Martins Margarida, 16 anos, sobrevivente ao massacre de Suzano, começam a surgir e a emocionar quem acompanhou o caso de perto. O jovem, por exemplo, revelou que chegou a ficar, no dia da chacina, frente a frente com o atirador, mas acabou salvo por uma falha na arma portada por Guilherme Taucci, o único a portar uma arma de fogo na invasão da Escola Estadual Professor Raul Brasil.

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No ataque, que aconteceu nesta quarta-feira (13), oito mortos, sendo um tio do atirador, cinco alunos e duas funcionárias da escola, foi o saldo da tragédia. Além destas mortes, segundo a Polícia, Guilherme ainda teria matado o comparsa, Luiz Henrique Castro e se matado posteriormente.

Gabriel estava na hora do intervalo. Ele é aluno do segundo ano do Ensino Médio e foi conversar perto do porão do Centro de Línguas do colégio que, aliás, é referência no Estado.

Massacre em Suzano: sobrevivente relata o horror em Suzano (Reprodução Facebook/arquivo pessoal)
Massacre em Suzano: sobrevivente relata o horror em Suzano (Reprodução Facebook/arquivo pessoal)

Em determinado momento, ele ouviu um estampido e, logo depois, os colegas começaram a correr de forma desenfreada. O jovem contou sobre seu desespero, já que, como o portão estava trancado, não tinha para onde ir.

O jovem de 16 anos ainda revelou ao G1 que o atirador usava uma máscara de caveira e atirava de muito perto de suas vítimas. O rapaz relatou que viu seu melhor amigo, Anderson Carrilho, levar três tiros à queima roupa. O baleado estava há menos de um metro dele, em sua versão. Segundo reportagem da EBC, é grave o estado de saúde deste rapaz de 15 anos (Anderson), um dos feridos no atentado na Escola Estadual Raul Brasil.

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Jovem relata momentos de terror ao ver a morte de perto

O rapaz então contou que, depois dos disparos no amigo, o atirador virou de costas, recarregou a arma e neste momento atirou em sua direção. Por sorte, a arma falhou e hoje ele está vivo para contar a história. "Ele mirou em mim, quando foi pra atirar, a arma falhou", disse Gabriel.

Ele acreditou que naquele momento ele iria morrer. Foi ele e outros amigos que arrombaram o portão do CEL (Centro de Línguas) e correram para se refugiar em um banheiro do local.

Eles ligaram para a polícia e o atirador tentou arrombar a porta com chutes. Momentos depois, ele conta que ouviu os dois últimos disparos, que coincidiu com a chegada da polícia ao local.

Na família, o jovem é considerado um herói.

Amigo de Gabriel está na UTI em estado grave

Anderson Carrilho está na UTI de um hospital em São Paulo e, apesar do estado grave, teve uma melhor recente em seu estado de saúde. Ele já acordou e conseguiu se comunicar.

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Já Claiton Antonio, 17 anos, outro amigo do jovem, não teve a mesma sorte e acabou morrendo.

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