Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, reagiu nessa quarta-feira (13) à tentativa de defesa de parlamentares da Frente de Segurança Publica a respeito da flexibilização do porte de armas como uma alternativa viável para evitar tragédias como o massacre em Suzano, que deixou dez mortos entre eles os dois atiradores, e outros feridos. Antes de ocorrer o atentado, o presidente Jair Messias Bolsonaro disse a jornalistas em entrevista que dormia com uma arma ao lado de sua cama no Palácio do Alvorada.

A sessão desta quarta foi suspensa a pedido de Maia, em homenagem às vitimas do atentado.

O presidente da Câmara dos Deputados ainda disse que espera que não defendam a ideia de que se os professores estivessem armados na ocasião o problema teria sido solucionado. Ele pede ainda que as pessoas pensem nas vítimas dessa tragédia e compreendam que o monopólio da segurança publica pertence ao Estado, o cidadão não é responsável por isso, é de responsabilidade do gestor público da área de segurança. Maia acredita que se tornaria uma barbárie a ideia exposta pelos defensores do porte de armas.

Major Olímpio e Capitão Augusto defendem posse de arma

O Major Olímpio (PSL-SP) e o Capitão Augusto (PR-SP) defenderam a liberação de posse de arma como uma alternativa para evitar ou minimizar ataques, como o de Suzano. O senador Olímpio afirmou que se durante o ataque algum funcionário ou professor portasse uma arma, a tragédia teria sido minimizado.

O senador ainda atacou o Estatuto do Desarmamento e os críticos do decreto assinado por Bolsonaro que flexibiliza as regras para obtenção de armas de fogo. O parlamentar acha que apesar do decreto presidencial, existe uma grande restrição na legislação.

Capitão Augusto líder da Frente Parlamentar da Segurança Publica, a bancada da bala, acredita que a tragédia não interfere na intenção do grupo de colocar na pauta a discussão sobre o porte de armas de fogo, e pontuou que os desarmamentistas irão usar o fato, da tragédia de Suzano, para criticar a proposta deles.

No Congresso já existe uma grande reação a respeito da liberação da posse de armas, parlamentares do PT e do PSOL foram as redes sociais e criticaram a politica de liberação sancionada por Bolsonaro.

Pelo Twitter, o presidente prestou sua solidariedade às vitimas da tragédia de Suzano: “presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atentado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo.

Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos”.

Não perca a nossa página no Facebook!