Nesta terça-feira (2), mensagens de texto da adolescente que relatou ter sido abusada pelo namorado da mãe no dia 25 de março foram divulgadas. A garota de 13 anos afirma ter sido vítima de abuso sexual pelo companheiro de sua mãe, um serralheiro de 39 anos. O caso aconteceu em um bairro de Araçariguama, no interior de São Paulo. A pequena cidade paulista ficou conhecida, recentemente, pelo caso Vitória, a menina que desapareceu e foi encontrada morta sufocada há alguns meses.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da jovem tinha iniciado o relacionamento com o serralheiro há dois meses e ele estava morando na mesma casa das duas.

No dia 25, a mãe da jovem saiu por volta de 5h para o seu trabalho de empregada doméstica. Ela enviou uma mensagem para a filha pedindo que a avisasse assim que o homem chegasse em casa.

A matriarca da menina disse que ele certamente iria embora de casa e que ela não o impediria. Ela ainda disse que o serralheiro era uma boa pessoa, mas não tinha o juízo certo. Assim que o homem chegou, a filha mandou uma mensagem avisando e ainda disse que o serralheiro cheirava bebida alcoólica. "Fedendo a pinga", disse ela.

No entanto, pouco tempo depois, a jovem enviou mensagens para a mãe pedindo por socorro. "Mãe, vem logo, mãe", enviou a menina. Ela avisou que estava trancada no banheiro, relatou ter sido abusada e pediu para a mulher terminar o relacionamento.

"Ele me coisou mãe", disse a menina em uma das mensagens enviadas à mãe.

Mensagens de celular mostram o desespero da jovem

As mensagens enviadas para o celular da mulher revelam o desespero da jovem, que ainda reclamou que a mãe não responde suas mensagens quando ela precisa. No boletim de ocorrência consta a informação de que a mulher saiu imediatamente de seu emprego e foi para casa.

Assim que chegou ao local, a mãe encontrou a filha trancada no banheiro da residência. O homem fugiu para um matagal e ainda está foragido. Equipes das polícias civil e militar fizeram buscas pela região mas ainda não o encontraram.

Seis testemunhas já foram ouvidas pela Polícia Civil da região e o caso continua sendo investigado. A jovem prestou depoimento e foi levada ao IML a fim de realizar exames que identificassem o abuso.

O laudo com o resultado do exame ainda não saiu.

Com medo que o ex-companheiro aparecesse novamente, as duas se mudaram de casa. No entanto, elas não estão participando do programa de proteção de testemunhas e estão morando com seus parentes. Segundo registros da guarda civil do município, o homem já possui histórico de participar de diversas brigas pela região.

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