Um avião da companhia Avianca foi impedido de decolar nesta sexta-feira (5). O voo seguiria de Brasília para o aeroporto de Congonhas e todos os passageiros já haviam embarcado na aeronave. A tripulação teve que ficar por uma hora e dez minutos dentro do avião e depois foi retirada pelos oficiais de Justiça.

O impedimento ocorreu porque o avião foi penhorado pela Justiça Federal. A companhia aérea está passando por uma recuperação judicial desde o mês de dezembro do ano passado e foi emitida uma decisão em caráter liminar para atender a um dos credores da companhia. Embora a Avianca tenha conseguido cassar a liminar, os oficiais de Justiça responsáveis pela operação já estavam no aeroporto.

Empresa continua funcionando 'normalmente'

A Avianca se manifestou informando que todas as medidas necessárias para resolver a situação foram tomadas e que os passageiros prejudicados receberam atendimento imediato. Além disso, a empresa esclareceu que continua funcionando normalmente.

No entanto, um dos passageiros revelou que foi fornecida alimentação aos maiores de 80 anos de idade e que a empresa usava "motivos operacionais" como justificativa para o atraso na decolagem. Segundo o consumidor, "parecia" que os funcionários já sabiam que a aeronave não decolaria e isso deixou os passageiros irritados com a falta de transparência da empresa.

A decolagem foi remarcada duas vezes e, por isso, o aeroporto de destino precisou ser alterado.

O avião pousou em Guarulhos, ao invés de Congonhas, às 2h35. A Avianca possui diversos prejuízos acumulados, além de falta de pagamento nos arrendamentos de seus aviões. Nesta sexta-feira (5), houve a Assembleia Geral em que a companhia pôde apresentar a sua nova proposta de recuperação judicial.

Já na quarta-feira (3), as companhias Gol e Latam avisaram que cada uma faria uma oferta para uma das Unidades Produtivas Isoladas da Companhia aérea.

Com essa oferta, as duas passariam a fazer parte da disputa por ativos da empresa, juntamente com a companhia Azul.

Companhia entrou com pedido de recuperação judicial

Em dezembro do ano passado, a Avianca protocolou uma petição de recuperação judicial. A empresa ainda emitiu uma nota dizendo que a atitude foi necessária porque os arrendadores dos seus aviões não tiveram interesse em fazer um acordo de maneira amigável.

A companhia esclareceu que os seus voos não seriam prejudicados e que seguiria operando normalmente.

Uma semana antes, a Avianca já havia sido notificada da proibição de realizar voos com as aeronaves que faziam parte deste arrendamento, mas informou que não entraria com petição de recuperação judicial em nenhuma hipótese.

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