Mesmo depois das críticas feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), a Agência Nacional do Cinema (Ancine) autorizou a captação da quantia de R$ 530 mil para que seja feito um documentário sobre o atual presidente da República.

Nem Tudo se Desfaz

Este é o título do documentário que será produzido sobre Jair Bolsonaro e terá direção de Josias Teófilo. O diretor é o mesmo da obra "O Jardim das Aflições", documentário que fala sobre a vida, obra e pensamento do escritor Olavo de Carvalho, guru ideológico do Governo Bolsonaro.

A produção está sendo vista como uma espécie de resposta de direita ao documentário "Democracia em Vertigem", dirigido pela cineasta Petra Costa, e acusado como tendo viés de esquerda.

A produção "Nem Tudo se Desfaz" terá como ponto de partida, os eventos ocorridos a partir de junho de 2013, e passará uma visão com viés ideológico de direita sobre as mudanças políticas e culturais que culminaram com a ascensão de Jair Bolsonaro ao cargo máximo do poder Executivo.

O filme já está gerando expectativa positiva nos apoiadores de Jair Bolsonaro.

Pelo Twitter, Olavo de Carvalho e também o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, já demonstraram contentamento com a produção vindoura.

Se por um lado, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro apoiam o documentário, Jean Wyllis, ex-deputado (PSOL), pronunciou-se contrário à ideia.

Em seu Twitter, Wyllis argumentou que é contraditório o argumento de quem defende a produção deste documentário com recursos do governo, pois a direita sempre se posicionou contra este tipo de atividade.

A Ancine tem sido alvo das críticas do presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, ele teceu críticas à produção de filmes como "Bruna Surfistinha".

Bolsonaro declarou que "o Brasil não pode mais financiar filmes como o da Bruna Surfistinha", segundo ele.

A produção "Bruna Surfistinha" é baseada na história real de uma garota de programa. Bolsonaro, para justificar ser contra a Ancine patrocinar este tipo de produção, alegou que trata-se de um filme pornográfico.

Em sua fala, Bolsonaro deixou claro seu desejo de transferir a Ancine do Rio de Janeiro para Brasília, para ter um controle maior sobre a agência.

Após um encontro com o ministro da Cidadania, Osmar Terra, Bolsonaro disse não ser contra esta ou aquela opção, porém, ele afirma que em seu governo, não será permitido o ativismo.

A Ancine foi criada em 2001, na época do governo de Fernando Henrique Cardoso. O órgão tem como função aprovar diretrizes gerais que promovam o desenvolvimento da indústria audiovisual brasileira, e promover o conteúdo no país em todos os segmentos do mercado.

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