Na última segunda-feira (9) Jaira Gonçalves de Arruda (42) foi presa acusada de ter assassinado a enteada Mirella Oliveira de 11 anos, em Cuiabá. O laudo médico informou que a menina foi envenenada gradativamente durante dois meses seguidos (abril a junho). De acordo com as investigações, a suspeita é de que a madrasta pretendia ficar com a herança da vítima.

Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, deu entrada no hospital particular no dia 14 de julho com suspeita de meningite, porém já estava morta.

Após o Instituto de Medicina Legal (IML), realizar os exames necessários foi detectado um veneno na corrente sanguínea da criança, o veneno provoca intoxicação crônica e por fim a morte.

Herança foi motivação do crime

Foi acionada a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que detectou a substância venenosa no sangue da criança. O caso foi encaminhado à Deddica que ao investigar descobriu o plano da madrasta e detectou que o plano dela seria ficar com a herança que a criança receberia de indenização.

Segundo as investigações, a vítima receberia a indenização de R$ 800 mil do hospital, onde a mãe da criança faleceu por motivo de erro médico. Até 2018, a criança morava com os avós paternos, porém em 2017, a avó morreu e em 2018, morreu o avô. Após isto, a garota foi morar com o pai e a madrasta, quando em abril começou a sentir os efeitos do envenenamento.

De acordo com a justiça o motivo foi a ganância pelo dinheiro que a menina receberia.

Processo de envenenamento e morte da criança

As investigações apontaram que a menina foi envenenada pela madrasta em doses pequenas para não levantar suspeitas, assim ela foi adoecendo aos poucos com suspeita de infecção, pneumonia e meningite. “Ela melhorava no hospital e piorava em casa. O veneno era aplicado de forma muito pequena, que não chamava a atenção, de modo que, com o tempo, gerou sua morte”, disse o delegado.

Sempre que passava mal a criança era levada ao hospital, onde ficava internada por alguns dias como não continuava a intoxicação a criança melhorava e recebia alta. Ao todo foram 9 internações, na última vez chegou ao hospital morta no dia 14 de julho.

De acordo com o Delegado, o pai da vítima, também, será investigado. “O pai vai ser ouvido para sabermos o que aconteceu e se houve uma omissão [por parte dele]. Se esse crime estava acontecendo dentro de casa, onde ele residia, a postura dele está sendo investigada”, informou o delegado.

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