Ao que parece, o crime ocorrido semana passada no ABC, quando três pessoas da mesma família foram encontradas carbonizadas em um carro queimado, tem servido de inspiração para outros crimes. Nesta quinta-feira (6), por volta das 7h20, na Chácara Santo Antônio, na zona sul de São Paulo, um veículo foi encontrado com três corpos dentro e parcialmente queimado. Duas das vítimas, sendo uma menor de idade, já foram identificadas.

O veículo, um Honda Fit, produto de roubo, estava na rua Castro Verde e tinha placas de Belém (PA), que de acordo com a Polícia, era clonada.

Acredita-se que as vítimas tenham sido estranguladas. De acordo com informações passadas pelas autoridades, esse carro havia sido roubado no mês passado, na cidade de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

O carro foi encontrado por funcionários de uma empresa, que notaram o parabrisa parcialmente quebrado e acionaram a polícia, que ao chegar no local descobriu a existência dos corpos. Dois deles estavam no porta-malas com o banco traseiro rebaixado. Já a terceira vítima estava no banco do motorista.

Acredita-se que os três já estavam mortos quando foram abandonados no local.

Imagens de câmeras de segurança, que já estão com a polícia, mostraram dois homens fugindo em uma moto após colocarem fogo no automóvel. As chamas não chegaram a consumir o veículo.

Duas vítimas identificadas

A polícia conseguiu descobrir a identidade de duas das vítimas que estavam no veículo. Uma delas é Erinaldo José da Silva, 18 anos, e a outra é Gustavo Tavares de Oliveira, de 16 anos.

Ambos moravam em Paraisópolis e não tinham antecedentes criminais.

De acordo com informação passada pela família de Gustavo, o jovem foi arrancado à força de dentro de casa e levado pelos assassinos sob ameaça. O corpo foi identificado pelo pai do garoto.

Caso do ABC

Voltando ao caso do ABC, [VIDEO]nesta quinta-feira (6) foram divulgados novos detalhes sobre o assassinato da família Gonçalves. De acordo com o depoimento prestado por Juliano Júnior, um dos suspeitos de participação no crime e que está preso, o adolescente Juan Victor Gonçalves, de 15 anos, filho do casal, foi o primeiro a ser morto.

Na sequência foram mortos o pai, Romuyuki Veras Gonçalves, a mãe dele, Flaviana de Meneses Gonçalves.

O suspeito disse em depoimento que pai e filho foram amarrados com fita adesiva, torturados e asfixiados com um saco escuro na cabeça junto com um pano com cloro. Juliano disse que foi a prima quem decidiu sufoca-los até a morte.

Anaflávia, filha do casal e irmã do adolescente, e Carina, namorada de Anaflávia admitiram terem participado do assalto, mas negaram envolvimento no homicídio.

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