O fato já não é mais nenhuma novidade. Muitos trapaceiros usam a ingenuidade de outras pessoas para se beneficiarem, e hoje contam com uma ferramenta que facilita ainda mais suas atitudes de má fé: a internet.

Dessa vez, o ocorrido foi com uma idosa de 73 anos, aposentada, moradora de Guarujá, litoral de São Paulo, que informou à Delegacia Sede de Guarujá que havia sofrido um golpe.

Ela foi até a delegacia e relatou que conheceu o criminoso em um aplicativo, o Hangouts, do Google, em fevereiro de 2019, iniciando um romance virtual, e admitiu que nunca se viram fora das redes sociais.

No decurso do Relacionamento, o criminoso dizia ser um cantor e passou a solicitar à aposentada que o emprestasse dinheiro. Ela sempre transferia a quantia que ele pedia direto para sua conta, na crença de que o cantor devolveria o valor emprestado, porém, o namorado nunca cumpriu com as promessas.

Contudo, ao perceber que estava sendo enganada, a idosa resolveu ir até a delegacia e denunciar o estelionatário. O caso está em investigação, pois, de acordo com Marco Antônio Couto Perez, delegado titular, o criminoso não é brasileiro.

Ele teria se apresentado como Paul Anka, um músico canadense, e que ela transferiu dinheiro para sua conta várias vezes, tendo prejuízo de cerca de R$ 150 mil.

Idosas são vítimas de estelionato

Os espertalhões estão de olhos atentos a tudo e aproveitam qualquer oportunidade, e as pessoas mais vulneráveis são as idosas, que são facilmente vítimas de estelionato no mundo real e virtual.

Em Uberaba duas idosas, uma de 63 e outra de 77 anos, relataram em boletim de ocorrência que haviam recebido ligações de um suposto funcionário da Caixa Econômica Federal dizendo que o cartão de débito de uma conta conjunta havia sido clonado.

Para enganar ainda mais as idosas, o falso funcionário ainda disse que compras haviam sido realizadas em Fortaleza com o número daquela conta. Ainda segundo elas, o homem tinha uma cúmplice, que simulou uma assistência às duas senhoras. A cúmplice solicitou dados pessoais das vítimas e do cartão para realizar o procedimento de bloqueio.

Ainda de acordo com as vítimas, a mulher retornou a ligação para informar o bloqueio do cartão e enviar um relatório para que pudessem passar para a Polícia Civil e contar sobre a suposta clonagem, quando a filha de uma dessas idosas percebeu que tudo não passava de um golpe e consultou a conta, várias compras já havia sido feitas, totalizando um prejuízo de R$ 7 mil.

As idosas procuraram a Caixa Econômica Federal para realizar o bloqueio do cartão relatando o fato ocorrido, logo após entraram em contato com a polícia.

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