Ao mesmo tempo em que pede que as pessoas sigam em suas casas, o governo de São Paulo também acaba fazendo com que haja aglomerações de pessoas, com o que aconteceu na manhã desta quinta-feira (26), em São Bernardo do Campo, na Grande SP, quando funcionários do Poupatempo foram assinar a suspensão de seus contratos.

Na noite anterior, cerca de 200 trabalhadores que prestam serviços para o órgão estadual recebendo mensagens os instruindo a comparecer na manhã seguinte a um determinado endereço. Chegando ao local, eles receberam a informação que seus contratos foram suspensos, e, contrariando a determinação dos órgãos de saúde, houve uma grande aglomeração de pessoas que ficaram aguardando, em uma sala fechada, para assinarem suas rescisões.

A Companhia de Processamento de Dados de SP informou que esses contratos serão reativados logo após o fim da quarentena e que a suspensão não significa a demissão dos funcionários. A Prodesp, no entanto, não respondeu sobre a questão do chamado para as pessoas irem ao local no mesmo horário ter causado aglomeração de pessoas.

Já a empresa Alternativa, que é a responsável pelos contratos, foi procurada pelo portal G1, mas não se manifestou.

Mais de mil casos positivos no estado

Um novo balanço divulgado nesta quinta-feira (26), pelo Ministério da Saúde revelou que o estado de São Paulo continua concentrado cerca de um terço de todos os casos [VIDEO] confirmados de coronavírus no Brasil. Dos 2.915 casos, 1.052 estão em cidades paulistas, o que representa um aumento de 22% em relação ao dia anterior, quanto havia 862 casos positivos do novo coronavírus no estado.

O estado também segue como o que mais registrou óbitos e nesta quinta o número de vítimas fatais saltou de 40 para 58, um aumento de 20% em relação ao dia anterior. A taxa de letalidade segue acima da média nacional, sendo em torno de 5%.

Também nesta quinta, José Henrique German, Secretário Estadual de Saúde, disse que atualmente 84 pacientes estão internados na UTI em estado grave e que houve um acréscimo de 42% em relação ao dia anterior.

Números do Brasil

Em todo o país, além dos 2.915 casos confirmados, há um total de 77 mortes. Além das 58 mortes em São Paulo, no Rio de Janeiro morreram nove pessoas, enquanto que Pernambuco e Ceará registram três vítimas fatais cada. Amazonas, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram uma morte cada.

De acordo com o governo o perfil das vítimas são homens com mais de 60 anos e com problemas no coração. 68% das vítimas são do sexo masculino. Muitas mortes e casos graves estão associados a problemas no coração. Os casos graves também incluem pacientes diabéticos e pacientes com outras doenças respiratórias.

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