O ex-médico Roger Abdelmassih, de 76 anos, foi condenado a uma pena de 181 anos de prisão por abusar sexualmente de 39 de suas pacientes, cometendo no total, 56 abusos e quatro tentativas, cometidos em sua clínica que realizava reprodução assistida. Por ser idoso, o condenado foi beneficiado com a prisão domiciliar devido à pandemia do novo coronavírus, com a justificativa de que ele faz parte do grupo de risco. No entanto, o tribunal de Justiça do estado de São Paulo revogou a decisão e Roger deve voltar ao presídio onde cumpre sua pena.

Determinação

Com o benefício de prisão domiciliar, o ex-médico estava em casa desde o dia 19 de abril deste ano, no entanto com a revogação, ele volta para a Penitenciária de Tremembé em uma cidade no interior de São Paulo.

Na decisão, a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça alegou que a pandemia causada pelo novo coronavírus não justifica a redução de pena ou antecipação do regime realizado no sistema prisional por si só.

Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo entrou com um recurso contra a prisão domiciliar do condenado afirmando que embora ele seja idoso, não necessita de nenhum tipo de cuidado ou atenção especial que a instituição prisional não seja capaz de proporcionar. Os desembargadores concordaram com o argumento e acataram o recurso.

Ainda de acordo com o Ministério Público estadual, as recomendações diante da propagação da covid-19 durante a pandemia, não pode ser usada de forma desenfreada na soltura de presos.

O caso

O ex-médico brasileiro Roger Abdelmassih foi um dos maiores especialistas na área de fertilização, inclusive ele foi um dos pioneiros do procedimento de fertilização in vitro. Sua carreira foi destruída após a descoberta de que ele abusava sexualmente de suas pacientes. Os abusos aconteciam enquanto elas eram sedadas para realização do procedimento.

Roger teve sua prisão decretada em 17 de agosto do ano de 2009, logo em seguida, em 24 de dezembro do mesmo ano, Abdelmassih foi solto após conseguir um habeas corpus concedido pelo atual ministro Gilmar Mendes. Ao fim do julgamento em novembro de 2010, ele recebeu a sentença de 278 anos de prisão pelos crimes de abuso e tentativa de abuso sexual.

Durante o processo do julgamento, o ex-médico recebeu algumas absolvições e outras condenações, o que levou Roger a perder o seu CRM, registro profissional no mês de maio de 2011.

Após julgado e condenado, o ex-médico conseguiu o direito de recorrer das acusações em liberdade. Após serem informados de que o ex-médico realizava a renovação de seu passaporte, solicitaram mais uma vez a sua prisão acreditando-se que Roger planejava fugir do Brasil. No entanto, ele conseguiu realizar a fuga antes mesmo que fosse capturado pelas autoridades, e acabou tornando-se um dos 25 fugitivos mais procurados pela equipe da Polícia Civil, entrando também na lista da Interpol.

Roger Abdelmassih viveu o tempo de fuga no Paraguai em companhia de sua Mulher Larissa Sacco.

No país ele vivia como um empresário paraguaio chamado Ricardo Galeano. Ele acabou sendo preso apenas três anos depois, próximo à escola onde deixava seus filhos e também a esposa Larissa.

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