Um jovem estudante usou seu perfil no Twitter para relatar ter sofrido preconceito em um supermercado localizado no bairro Itapuã, em Salvador. Segundo informações divulgadas por Marcos Pascoal, de 25 anos, na rede social, dois seguranças de uma unidade do supermercado Big Bompreço, do grupo Walmart, tentaram impedi-lo de entrar no supermercado no último domingo (20), porque ele estava vestindo short curto.

Em diversas publicações, o jovem estudante de psicologia contou que um dos funcionários do estabelecimento fazia sinais de negativo quando ele tentava entrar. Após a repercussão do ocorrido, o Walmart divulgou uma nota oficial na qual afirmaram que o caso é “inadmissível”.

Jovem relata preconceito no Twitter

Em seu relato, Marcos contou que estava entrando no estabelecimento com uma amiga quando, na porta, um funcionário apontou para seu short e fez "sinal de negativo". De início, o estudante conta não ter entendido ao certo do que se tratava. Contudo, ao olhar para o lado, o jovem se deparou com um segurança que não lhe respondeu nenhum questionamento.

Diante do ocorrido, Marcos afirma que questionou os funcionários o porquê da situação, mas como resposta, recebeu apenas gestos. Ainda em seu relato no Twitter, Pascoal contou que a atitude do funcionário o deixou constrangido, já que chamou a atenção dos presentes no local. Marcos diz que, com vergonha, abaixou o short, mas mesmo assim o segurança ainda não se mostrou satisfeito.

Mesmo assim, o jovem entrou no estabelecimento e, lá dentro, conta ter se deparado com vários clientes vestindo shorts iguais ou até mais curtos que o seu.

Marcos diz que isso o deixou “possesso” e “indignado”, já que ele já havia frequentado aquele estabelecimento e visto no local tanto homens quanto mulheres com a mesma vestimenta.

Por isso, o estudante se questiona o porquê dos demais clientes não serem barrados, e o que ele tem de diferente para ser barrado.

Estudante registra boletim de ocorrência

Nesta quarta-feira (23), em conversa com o portal de notícias G1, Marcos afirmou ter registrado um boletim na última segunda-feira (21), através da Delegacia Virtual da Bahia.

Para o estudante, prestar queixa do ocorrido é uma forma de cobrar sociedade e garantia de direitos humanos. Pascoal diz que a comunidade LGBTQI+ está consciente de seus direitos, e aproveita para reafirmar que eles não são “uma população que parece apenas em programas e entretenimento, revistas de moda ou parada LGBT”. Marcos diz que eles estão nas ruas, fazendo compras no supermercado, nos escritórios e também nas grandes empresas. “Como quaisquer outras pessoas”, disse.

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