Oito pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais, sob suspeita de cometerem diversos crimes, entre eles: abusos sexuais, lesões corporais, maus-tratos aos animais e aos pacientes internados, danos ambientais e cárcere privado. A clínica é localizada em Prudente de Morais, no estado de Minas Gerais, e atua na recuperação de dependentes químicos. De acordo com informações dos agentes policiais, o proprietário e um grupo de funcionários foram detidos na operação.

Coletiva

Em uma entrevista coletiva, Priscila Pereira Santos, delegada responsável pelas investigações do caso, revelou que o Centro de Recuperação contava atualmente com 45 pacientes internos, todos homens com idades entre 18 e 80 anos.

Destes, 32 eram mantidos em cárcere privado.

A delegada relatou ainda que ao chegarem ao local encontraram estas 32 pessoas presas em seus quartos. O lugar tem diversas divisões de setores, e um grupo de pacientes estava em uma área aberta, no entanto, protegida por um portão que permanecia sempre trancado.

Relatos dos pacientes

Ainda de acordo com informações da polícia, as internações na clínica variam entre pacientes voluntários e compulsórios (internados contra a vontade). Em ambas as situações a saída da clínica era proibida e os pacientes permaneciam trancados.

A delegada disse ainda que a área é toda murada, então a única forma de sair da instituição era orquestrando uma fuga. Alguns dos internos apresentavam lesões pelo corpo e outros denunciaram abusos.

Um homem relatou que foi abusado já no primeiro dia de internação compulsória. Um outro paciente também relatou abusos.

Segurança

Além dos maus-tratos, foi constatado que a clínica não atendia os padrões exigidos de segurança. Após averiguação do Corpo de Bombeiros no local foi constatado que não existia nenhum tipo de extintor de incêndio instalado e nenhum tipo de projeto caso fosse necessário combater algum tipo de incêndio.

As fiações elétricas do local também estavam em péssimo estado. Os Bombeiros encontraram áreas em que as fiações estavam expostas, oferecendo um grande risco de curto-circuito. Outra informação bastante preocupante é de que a clínica trabalhava de forma ilegal. De acordo com a prefeitura da cidade, a instituição não tinha registro e alvará de funcionamento.

Prisão

Os oito suspeitos detidos na operação foram encaminhados para a delegacia da Polícia Civil na cidade de Matozinhos (MG) para prestar depoimentos.

Segundo a delegada, após ouvir os envolvidos, ela tomará a decisão de quais deles terão solicitada a prisão preventiva.

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