Segundo informações do site BBC News Brasil, logo depois de retorno as aulas, no mês de fevereiro, a professora Luíza, que leciona inglês para crianças de 5 anos, em João Pessoa (PB), pegou a nova cepa do coronavírus. Diz ela, em mensagem, que pegou a Covid-19 na segunda semana que voltou a dar aulas presenciais.

Essa situação fez Luíza ficar bastante revoltada, porque disse que tomou muito cuidado para não pegar a doença desde quando começou a pandemia. Segundo ela, não há a menor dúvida que ela pegou a Covid-19 dentro do local onde trabalha, pois outros cinco professores também foram contaminados pela doença.

A reportagem da BBC mostra que a situação angustiante vivida pela professora Luíza em João Pessoa é compartilhada por muitos dos professores em todo o Brasil nas últimas semanas.

Isso porque, enquanto a nação brasileira enfrenta uma luta contra a pior fase da Covid-19 desde quando começou o surto mundial, com cada vez mais recordes de mortes pela doença, as escolas, tanto as públicas quanto as particulares, foram ordenadas a abrirem para as aulas presenciais.

Desde quando se iniciou o ano letivo presencial, vários relatos de contaminação pela nova cepa do coronavírus e até mesmo mortes foram registradas.

As aulas nas salas viraram o principal alvo de vários debates. Muitos profissionais disseram que estão com medo da Covid-19 e defendem que as aulas devem voltar a ser online.

Por outro lado, outros segmentos defendem que as aulas presenciais podem ser retomadas com os devidos cuidados e medidas de segurança, pois seriam fundamentais para que os alunos possam ter um desempenho adequado.

Nesse debate há divergência quanto ao retorno dos alunos às aulas presenciais, e isso é evidente quanto aos posicionamentos de duas entidades governamentais nacionais.

Na semana passada, o Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde) defendeu a suspensão das aulas nas salas nesse período do novo surto de coronavírus, para conter a doença. Logo após, o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) disse, em nota, que tem uma preocupação com essa defesa dessa suspensão das aulas presenciais.

A BBC Brasil chegou a fazer um questionamento ao Ministério da Educação (MEC) sobre o posicionamento da volta as aulas nesse momento, mas não obteve resposta.

O retorno às aulas

Desde que 2021 começou, muitas escolas, tanto municipais quanto estaduais ou até mesmos privadas do Brasil, adotaram um meio de ensino híbrido, ou seja, combinando as aulas normais nas salas de aula com videoconferência. As turmas têm a divisão em grupos de menos alunos e não tenha o número normal dos alunos dentro da sala de aula, como era antes da pandemia. A cada semana do mês uma turma acompanha as aulas na sala de aula, enquanto outra turma assiste as aulas online em videoconferência.

O retorno às aulas nas salas requer algumas orientações dos profissionais da saúde, como usar as máscaras, ter uma distância de pelo menos 1,5 metro, medir sempre a temperatura e fazer uso do álcool em gel.

Além dessas resoluções, os cientistas ainda dizem que não se deve usar ar-condicionado e que todas as janelas sejam abertas para que o ar circule pelo ambiente.