Eduardo Cunha (PMDB) concorreu com o candidato Arlindo Chinaglia (PT-SP) e surpreendeu a todos quando a disputa foi encerrada e o peemedebista foi eleito o presidente da Câmara dos Deputados. O Planalto do Palácio esperava que a disputa fosse para segundo turno e o petista virasse o jogo, porém, tudo foi resolvido já no primeiro turno.

O resultado, mesmo antes de ser confirmado, já preocupava o partido da presidente Dilma Rousseff, uma vez que os petistas não tiveram a eleição de nenhum cargo na Mesa Diretora da Casa.

Arlindo Chinaglia teve 136 votos de apoio, Júlio Delgado (PSB-MG) teve 100 votos e Chico Alencar (PSOL) 8 votos. Além destes, outros 2 votos em branco também fizeram parte da votação.

Cunha fez uma campanha boca a boca para angariar votos, o que lhe rendeu 267 congressistas que lhe confiaram o voto. O cargo ocupado pelo peemedebista é o segundo na sucessão da Presidente Dilma Rousseff, ficando atrás apenas do vice-presidente da República.

Durante todo o período de votação Cunha pediu aos votantes que depositassem seus votos nele, pedindo abertamente o voto dos deputados.

Com promessas corporativistas e ideais de independência do Palácio do Planalto, Eduardo cortejou os 198 parlamentares novatos que estavam em Brasília, além de realizar uma campanha individual com cada parlamentar que votaria. Logo após a vitória, o então eleito presidente da Câmara, reiterou que o seu partido não é, e nunca será oposição, uma vez que o Governo sempre terá legitimidade.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo Política

Mas, afinal de contas, por que o cargo de presidente da Câmara dos Deputados é tão importante neste momento?

O país esta passando por um período de mudanças, e a partir de segunda-feira (2) será Cunha que terá que pautar os projetos que serão votados na Câmara, principalmente o tão criticado pacote de medidas econômicas do governo de Dilma que precisará ser aprovado.

Será também por meio de Eduardo Cunha que reformas políticas e fiscais passarão, sendo estes barrados ou acelerados, aberturas de CPIs e até mesmo processos que visem a cassação de mandatos passarão pelas suas mãos, o que amedronta o então governo de Dilma.

E, o maior medo de Dilma Rousseff é o pedido de impeachment contra ela, que poderá - ou não - ser articulado.

O discurso de Eduardo Cunha reiterou a independência do Legislativo, ressaltando que a Câmara não pode ser um poder subordinado e sem força, e sim um lugar onde as leis são decididas, e onde as regras são impostas. É na Câmara que as decisões sobre o que os outros poderes podem ou não fazer, são tomadas.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo