O início do ano letivo das escola públicas do Distrito Federal começará nesta segunda-feira, 23, porém sem os professores na sala de aula. O Sinpro-DF, sindicato da categoria, marcou para o dia 23 de Fevereiro uma assembleia para discutir se entrará em greve. Segundo o sindicato, o governo local deve mais de $120 milhões em benefícios aos professores. O governo havia prometido quitar a dívida até junho. Porém, os professores querem o pagamento à vista.

A crise na Educação da capital federal se arrasta desde o ano passado.

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O antigo governador Agnelo Queiroz (PT) não pagou benefícios como a segunda parte do 13º e parte das férias dos professores. Junto da dívida ainda está a rescisão dos temporários. A incerteza e a falta de pagamento fez com que os professores ficassem endividados devido a necessidade de pegarem empréstimos para pagar as contas atrasadas.

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Para o atual govenador, Rollemberg (PSB), uma das alternativas é a Antecipação de Receita Orçamentária (ARO). A proposta que já foi aprovada pela Câmara Legislativa, mas depende da aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O governo local deve encaminhar propostas de bancos que queiram validar o empréstimo para o Executivo local. Caso aprovado pela SNT o Banco Central deverá lançar um edital com as instituições interessadas. Ganha o banco que oferecer as melhores taxas e após receber o dinheiro o governo tem até o fim do ano para quitá-la. O problema é que esse processo não deve terminar antes de abril.

Além da incerteza do pagamento dos professores, a educação brasiliense sofre com outros problemas. O ano letivo começaria no dia 09 de Fevereiro, mas foi adiado devido a necessidade de reformas e reparos nas escolas.

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Educação

Porém, não foram todas as escolas que foram reformadas e das que foram escolhidas para reforma, nem todas ficarão prontas. A mudança no calendário é outra crítica dos professores que este ano terminarão o ano letivo só após o Natal, os alunos também terão o recesso de meio de ano diminuído. Caso entrem em greve mais de 460 mil estudantes serão prejudicados.

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