Um grupo de funcionários comissionados promete trabalha como verdadeiros 'espiões' contra o presidente em exercício Michel Temer. Quem não for exonerado na leva que promete terminar com o contrato de quatro mil pessoas, já disse que avisará toda alteração importante que Temer fizer à presidente afastada Dilma Rousseff. A informação foi confirmada neste fim de semana pelo site da Revista Veja. O peemedebista terá gente que pretende ficar no cargo até ficar demitida. As demissões, de qualquer forma, acontecem de maneira gradual. Os primeiros a serem exonerados são os funcionários dos Ministérios extintos. A "limpa" no quadro de comissionados deve terminar no dia 31 de dezembro. 

Antes mesmo de ser afastada, no final de 2015, a presidente Dilma chegou a dizer que demitiria até três mil funcionários para poupar gastos.

No entanto, com o seu Impeachment, ela precisou se preocupar com o próprio cargo. Em situações normais, quando existe o fim de um mandato eleitoral, esses funcionários são exonerados com o fim da gestão presidencial. "Nós somos os heróis da resistência. Vamos ficar aqui para passar o que tiver de informação", teria dito à Veja um assessor que não teve o nome identificado. Ele trabalha na Secretaria Nacional de Articulação Social.

O tal assessor justificou seu trabalho como infiltrado, dizendo que se Temer ou seus novos nomes tentarem "meter a mão", eles serão denunciados aos movimentos sociais. Desde que o peemedebista assumiu o posto principal do governo, na quinta-feira, 12, protestos em todo o país.  "Se quiserem vir quebrar os vidros e tomar conta da portaria, que façam", explicou o assessor demonstrando que atitudes mais enérgicas podem acontecer se algo errado for registrado. 

A assessoria da presidente afastada não comentou o caso na matéria.

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Dilma está passando os últimos dias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ela não teve agenda divulgada para os próximos dias. A expectativa é que ela fique "sumida" durante o tempo. Rousseff está com sua família.