Dilma Rousseff pode perder metade do salário como presidente da república afastada e até o uso do direito dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Pelo menos é isso o que querem integrantes que já batalhavam pelo impeachment da petista. De acordo com informações do jornal O Globo em reportagem publicada neste sábado, 14, o grupo entrou com um pedido na Justiça Federal do Distrito Federal, solicitando que as "regalias" de Rousseff sejam revistas. O processo judicial vai contra a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas. Foi ele quem autorizou que o salário da presidente não fosse cortado pela metade. Dessa forma, ela continua recebendo todos os meses R$ 27,8 mil.

Calheiros, que era um dos aliados do governo, deixou ainda que Dilma utilizasse as aeronaves da FAB. 

O processo está protocolado pela advogada Dênia Érica Gomes. Ela representa duas outras pessoas, que fazem parte de grupos a favor da deposição de #Dilma Rousseff. A mesma advogada já tinha assinado no ano passo uma solicitação de abertura de impedimento da presidente no ano passado. O pedido foi enviado ao deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, que não aceitou a proposta. O pedido de impeachment teve o aval do Movimento Brasil Livre (MBL), que coordenou manifestações de rua. 

Eles se baseiam na Lei 1079 de 1950, que prevê que o presidente tenha o salário cortado pela metade assim que for afastado. Já o fim do uso dos aviões da FAB são argumentados pelo motivo de que Rousseff só teria esse direito como chefe de estado.

Os melhores vídeos do dia

Como ela não pode exercer tal função, o ideal para os protocoladores da ação é que o direito não fosse dada para a política, que passa o fim de semana no Rio Grande do Sul com a família. Os advogados na ação pedem apenas que Dilma tenha direito de usar aviões da FAB para voltar para sua casa, o que acabou acontecendo. 

No processo, o direito ao uso do Palácio da Alvorada não foi questionado. Rousseff pode continuar usando o espaço de acordo com a determinação de Calheiros.