Michel Temer demonstrou nesta segunda-feira, 16, que que colocar as rédeas no #Governo o qual é presidente em exercício. Ele desautorizou a mudança no processo de escolha do Procurador-geral da República. O assunto tinha sido dito durante uma entrevista do Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que à Folha de São Paulo defendeu que o peemedebista tem o direito de nomear qualquer um dos três nomes mais votados pelo próprio Ministério Público. O político disse que manterá a tradição e que a eleição feita internamente na procuradoria, que passou a valer durante o primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continuará valendo. 

Depois da desautorização, Alexandre de Moraes disse que em nenhum momento falou qual seria a posição de Temer sobre o tema, tampouco qual seria a postura do governo.

Ele revelou que apenas deu ao jornal qual é o parecer constitucional sobre o caso, dizendo que legalmente o presidente da república tem o direito de escolher qualquer um dos três nomes mais votados. À Folha, Alexandre disse que nenhum poder era absoluto e que o país não poderia ser parado por movimentos sociais. Temer desmente assim pela primeira vez um Ministro em menos de uma semana do seu governo. Ele apresentou o Ministério na quinta-feira, 12, algumas horas depois do Senado concluir a votação que afastou a presidente Dilma Rousseff. Dentre as medidas adotadas pelo peemedebista, esteve a extinção de alguns Ministérios. A mais polêmica envolveu o Ministério da Cultura, que agora será Secretaria, a ser comandada por uma mulher. 

Neste domingo, 15, Temer disse ao 'Fantástico' que terá três ou quatro mulheres com grande poder no governo.

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Ele explicou que dão muito valor a um cargo de Ministro, mas que ele mesmo fez coisas importantes ao país com cargos visto como menores. Além da Cultura, a chefia da Casa Civil, a Secretaria de Comunicação e a Secretaria de cidadania devem ser comandadas por mulheres. Outra crítica que o político recebeu foi o fato de seu governo não ter negros no comando. #Michel Temer