Movimentos trabalhistas organizados estão presentes em vários estágios da história da humanidade, dentre eles, os movimentos de greve [VIDEO] e manifestações originados no período da Revolução Industrial no Século XIX são um fato até os dias de hoje na sociedade ocidental.

Os funcionários públicos da Empresa de Distribuição de Água e Saneamento Básico (Caesb) da Capital Federal após uma Assembleia, declararam greve a partir da quinta-feira, dia 10 de maio, e não possuem uma data para o retorno das atividades.

Um dos principais motivos para a greve é o fato de que o Governo quer retirar alguns direitos trabalhistas os quais foram decididos em um Acordo Coletivo através de reuniões com os funcionários, além do fato de não terem recebido o reajuste salarial previsto por lei em vista da inflação nos últimos anos.

Na segunda-feira, dia 07 de maio, a companhia afirmou lamentar a decisão, como também propôs a 60 dias atrás um reajuste de 1,25% na manutenção dos benefícios trabalhistas firmados no último Acordo Coletivo. O motivo do reajuste é que a empresa está passando por problemas financeiros devido a uma redução do faturamento da companhia nos últimos meses e, com isso, tem tido mais dificuldades em manter os funcionários e oferecer serviços para a população.

Apenas 30% dos funcionários da empresa estão trabalhando para atender a demanda desse serviço e não prejudicar a população durante o período de greve.

O Sindágua (sindicato representante dos funcionários da Caesb) declara que os motivos principais da greve são:

  • O sucateamento da empresa
  • A má gestão de recursos hídricos
  • E o repasse de custos para a população

Além disso, o sindicato declarou ser contra o racionamento de água que atinge o Distrito Federal desde janeiro de 2017 e tem data de encerramento prevista para o próximo dia 15 de junho.

Ainda em pauta do questionamento dos servidores públicos estão os descontos salariais decorrentes da última greve em 2016, cujas sentenças estão previstas para serem julgadas no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

As informações são de que o sindicato agendou um debate a ser realizado no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região no próximo dia 22 de maio, para debater e decidir.

Em termos gerais, a situação hídrica no Distrito Federal tem sido tema de debates de caráter polêmico e a forma com que o Governo Distrital lida com tal situação é alvo de críticas por parte da população brasiliense e por diversos críticos da mídia.