O segmento dos ‘very light jets’ reúne os jatinhos mais compactos do mercado, aqueles que, se fossem automóveis, ocupariam o mesmo nicho de mercado do Mini ou do Cinquecento, da Fiat. Obviamente que há um verdadeiro abismo entre os preços de um compacto retrô e uma aeronave executiva, mesmo que ela corresponda a um modelo de entrada. Imagine, então, um Honda que custa US$ 4,5 milhões, o equivalente - pelo menos até esta quarta-feira - a R$ 15,65 milhões. Bom, por este preço o veículo em questão deveria até mesmo voar, não é verdade?!

E, neste caso, voa mesmo!

O Honda HA-420 ou HondaJet, como é mais conhecido, é o primeiro jato executivo da subsidiária aeronáutica da marca.

Novidade por aqui, ele fez seu primeiro voo em dezembro de 2010, cinco anos depois de ser apresentado mundialmente no Oshkosh Airshow. O modelo entra em operação ainda neste ano, logo após sua certificação pela Administração Federal de Aviação (FAA) norte-americana e as primeiras entregas - no Brasil, as entregas só começam em 2017. Hoje, há 20 unidades em produção na fábrica de Greensboro, na Carolina do Norte.

"Além da melhor performance de sua classe, o HondaJet aposta na cabine mais espaçosa do segmento e no custo operacional 20% mais baixo em relação aos seus concorrentes diretos", enfatizou o presidente do braço aeronáutico da Honda, Michimasa Fujino, durante a apresentação oficial do modelo na Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (Labace), em São Paulo. "Hoje, o Brasil é o segundo maior mercado mundial da aviação executiva e termos uma boa participação, aqui, é fundamental para nossa estratégia global".

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O HA-420 tem alcance de pouco mais de 2.100 quilômetros, voando de São Paulo a Salvador ou Buenos Aires, na Argentina, sem escala - partindo da capital paulista, também é possível ir e voltar ao Rio de Janeiro, a Belo Horizonte, Brasília ou Curitiba sem necessidade de reabastecimento. Sua velocidade máxima, de quase 780 km/h, impressiona, mas os voos de cruzeiro acontecem a 480 km/h, privilegiando a economia de combustível. Outro destaque do HondaJet é seu teto operacional, de 43 mil pés.

Entre as particularidades do jatinho que tem configuração típica de um tripulante e cinco passageiros, mas pode levar até seis passageiros, está a montagem dos motores sobre as asas (OTWEN), que melhora a dinâmica de fluxos de ar e garante maior autonomia. Por falar neles, são duas turbinas GE Honda com 2.050 libras de empuxo, cada. A suíte aviônica G3000, da Garmin, é outro destaque e sua distância de decolagem de 1.220 metros permite que a aeronave opera em pistas curtas, como as dos aeroportos de Santos Dumont e Congonhas.

O presidente da Líder Aviação, Eduardo Vaz, que representa a Honda Aircraft no Brasil, está otimista com relação ao desempenho comercial da aeronave. “A crise não deve se prolongar e temos um plano de negócio com pagamento escalonado para nossos clientes. Queremos iniciar as entregas em dois anos”, disse ele. O Citation Mustang (a partir de US$ 2,65 milhões), da Cessna, o Eclipse 550 (a partir de US$ 2,9 mi), da One Aviation, e o Embraer Phenon 100 (a partir de US$ 3,6 mi) são os concorrentes diretos do HondaJet. #Inovação #Viagem #Blasting News Brasil