Se o leitor está pensando em comprar um Honda Civic, talvez seja melhor esperar um pouco. É que a marca acaba de revelar, nos Estados Unidos, a décima geração do sedã, que está maior, mais leve e estreia novas tecnologias, além de uma motorização turboalimentada. Apesar de a Honda não confirmar oficialmente, tudo indica que ele será produzido no Brasil a partir do segundo semestre do ano que vem. Então, os fãs do modelo têm motivos de sobra para aguardar seu lançamento nacional, afinal, o novo Civic está mais avançado e, o melhor, deixa para trás a caretice para assumir uma personalidade mais esportiva, inspirado pelo irmão maior, o Accord – que também foi reestilizado na versão 2016.

Visualmente, o Civic traz vincos mais acentuados, nas laterais, uma traseira mais curta, com perfil 'fastback’, e lanternas com desenho de bumerangue. Os faróis trazem luzes diodo (LEDs) e o porta-malas cresceu 73 litros, que podem parecer pouco, mas equivalem ao espaço ocupado por 20 garrafas de refrigerante de 2,5 litros. Cinco centímetros mais larga e 2,5 cm mais baixa, a décima geração ganhou 3 cm na distância entre-eixos e mira ninguém menos que o Audi A3.

Não é à toa que o modelo 2016 foi apresentado pela Honda com a “nova referência do segmento e o melhor sedã médio do mundo”.

Dentro dele, o painel de instrumentos de dois níveis foi abolido, substituído por um quadro convencional.  No console frontal, o sistema multimídia ganha plataformas Android Auto e Carplay, da Apple, e, no central, o freio de mão some, dando lugar ao freio de estacionamento com acionamento elétrico.

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A Honda ainda promete “a cabine mais silenciosa da classe”, mas é a nova função Low-Speed Follow do piloto automático, que "segue" o veículo da frente nos congestionamentos, que vai tornar a vida a bordo ainda mais cômoda, principalmente nos trânsito pesado.

Nos EUA, ele terá duas motorizações: 2.0 litros 16V, aspirada, de 158 cv, e 1.5 litro 16V, turboalimentada, com injeção direta de combustível e 176 cv.

Ambas são combinadas à transmissão automática CVT de variação contínua. Some a isso a estrutura 25% mais rígida, as novas suspensões e a direção com relação variável, além da vetorização de torque, e estamos falando de um Civic com uma pegada mais esportiva. Tudo isso, sem perder o foco na eficiência, afinal, o sedã promete autonomia média de mais de 17 km/l com uso de gasolina norte-americana, sem adição de álcool anidro.

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